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quarta-feira, julho 04, 2012
sexta-feira, junho 08, 2012
Os Lobos (por Derek Lin)
Mestre, preciso de sua ajuda. Eu não sei mais o que fazer.O que lhe parece ser o problema? perguntou o sábio.
Estou tendo muita dificuldade em controlar minha raiva, disse o visitante. É o jeito que as pessoas são. Eu as vejo criticando os outros enquanto estão totalmente cegos para seus próprios defeitos. Eu não quero criticá-los para não ser como eles, mas isto realmente me irrita.
Eu compreendo, disse o sábio. Mas diga-me uma coisa primeiro. Não foi você que escapou por pouco da morte no ano passado?
quarta-feira, junho 16, 2010
O respeito para com o outro - Flávio Gikovate
A maioria das pessoas se diz respeitosa e não o é na prática mais elementar da vida cotidiana, quando o seu próprio linguajar é permanentemente autoritário. Algumas outras criaturas aprenderam a se comportar de modo mais respeitoso; estas parecem que conseguem dialogar com pessoas que pensam de modo diferente, colocar ponderadamente seus argumentos e ouvir os do seu interlocutor. Mas no íntimo se tornam irritadiços (e isto às vezes transparece) e seus diálogos interiores são sempre de desprezo pelo modo de pensar do outro, visto como burro ou desonesto. Não é nada fácil admitir que alguém pense diferente de nós sem isto nos irritar profundamente e todos nós sabemos que isto funciona assim; podemos deixar vazar nossa prepotência ou agirmos de modo educado e político; mas é extremamente difícil ser verdadeiramente respeitoso.
E não deixa de ser surpreendente que uma coisa assim simples seja tão difícil de ser conseguida como uma vivência interior sincera e consistente; é por isso que não acredito nas fórmulas fáceis e rápidas para quem pretende ser livre. É natural que a questão do respeito seja comprometida com profundos processos emocionais — processos de grande importância para o equilíbrio da pessoa — pois senão seria mais fácil de se superar este obstáculo. Uma das situações onde estes aspectos podem muito bem ser observados é no seio da vida familiar e principalmente na relação amorosa homem-mulher. Quando o marido se apercebe de que a mulher não está de acordo com algum ponto de vista seu (sim, porque muitas vezes ele nem dá chance dela se manifestar) isto provoca nele uma irritação descomunal, na maioria das vezes absolutamente desproporcional à magnitude dos fatos em questão. Ele grita, envolve outros dados da vida íntima na briga, faz discursos de persuasão, diz mesmo que a mulher é burra e não entende nada (e como os homens dizem isto com facilidade!), se sente profundamente ofendidos e podem ficar vários dia de “máu”. A mulher o acusa de machista, de prepotente e desrespeitoso, o que é verdade; não diz que ele é burro — porque se não apanha — mas pensa; se sente igualmente ofendida e irritada não apenas pelo comportamento do marido — apesar de que ele muitas vezes pensa que é só por causa disto — mas porque a divergência provoca nela a mesma sensação desagradável.
A dolorosa sensação que deriva da falta de coincidência de pontos de vista é a de abandono, de desamparo, de se sentir só. E isto fica mais evidente nas ligações amorosas justamente porque elas existem como um importante atenuador desta que é uma das peculiaridades da condição humana; afinal, as pessoas se ligam sentimentalmente justamente para não viverem o estado que se chama de solidão. Quando uma opinião diverge volta a dolorosa consciência de que se é só, e isto é vivido como uma espécie de traição do outro, um abandono, uma deslealdade; da acusação ao outro deriva a raiva e a irritação em sua direção, coisa mais fácil de ser vivenciada do que o desamparo, o ser só. Todos nós temos como primeira tendência o colocar o dedo para fora, acusando o outro de nossos infortúnios, acho sempre muito importante conseguirmos virar o dedo para dentro e tratarmos de nos perguntar porque é que tal atitude de outro repercutiu tanto sobre nós, em que ponto fraco nosso nos sentimos tocados e como fazermos para nos aprimorarmos ao invés de tentarmos modificar o outro (o que, além de desrespeitoso, é sempre ineficaz).
A irritação é menor em relacionamentos menos importantes do ponto de vista afetivo, mas existe do mesmo modo. E se dá sempre da mesma forma, isto é, quando existem diferenças de opinião. Até mesmo quando estamos lendo um artigo de jornal ou um livro o processo é similar: gostamos dos autores que pensam de modo parecido como o nosso e achamos meio idiota o texto — e seu autor — que contém opiniões divergentes. Assim, nunca aprendemos nada de novo, pois só lemos os livros com os quais concordamos e cujo conteúdo de certa forma já conhecemos; ou seja, só lemos os livros que não precisamos ler. Os outros nós largamos no meio, porque são “chatos” ou idiotas...
terça-feira, janeiro 12, 2010
ENCONTRO ENTRE CONFÚCIO E LAO TSÉ (SEGUNDO CHEN SIEN TCHOAN)
Lao Tsé, sábio ilustre, morava às margens do Rio Lo. Sua doutrina, “Tao to tsing” (Laço das Virtudes e do Método), parecia estranha e era incomprendida pelo povo. Por esta razão, o soberano do Estado de Lu decidiu solicitar o concurso de Confúcio, que deveria procurar “o Velho”(assim era o apelido que tinha, devido ao fato de seus cabelos serem brancos desde a juventude) e dele receber conselhos e, se possível, alguns dos segredos que tornavam mais poderosos os membros da dinastia Chou.sexta-feira, novembro 20, 2009
Iluminação é Perda
domingo, novembro 01, 2009
Mestre Para Quê?

Estava navegando por aí e encontrei esse texto taoísta que nós dá a verdadeira essência de um mestre. É bastante comum desejarmos ardentemente encontrar o nosso mestre. Muitas vezes ele está bem próximo de nós, porém a nossa falta de sensibilidade ainda não nos permite identificá-lo.
Em outros casos como diz o autor deste texto, passamos a vida a buscá-lo, e ele está dentro de nós mesmos!
Vamos ao texto:
"Vemos sempre a menção à importância do Mestre na caminhada espiritual, mas muitas vezes as pessoas interpretam mal esta necessidade. Para que eu necessito de um Mestre, afinal?
A totalidade das tradições espirituais da Humanidade preconiza a necessidade de se obter ensinamentos de um verdadeiro Mestre para podermos trilhar o caminho seguro até a sabedoria. Mas a real utilidade destes Mestres é indicar uma direção e nunca ajudar a caminhar. Existe muita diferença entre os dois conceitos.
Um Mestre autêntico deve saber orientar os passos de seus alunos em direção aos seus objetivos sem todavia conduzi-los. Um Mestre é uma placa de indicação, que apenas mostra o roteiro, nunca um veículo.
Encontrar ou não um Mestre é apenas questão de tempo. Todos temos um ou mais mentores que nos orientam pela vida. Seu Mestre pode ser um parente, um professor ou seu vizinho. Não precisamos aprender de um velhinho oriental. A sabedoria está em toda parte e ao alcance de todos. Muitos se tornaram autodidatas pois trazem de outras vidas uma grande bagagem de conhecimento. Miyamoto Musashi, o mais célebre samurai do Japão, nunca teve um mestre e treinava com sua espada de madeira nas árvores. Morihei Ueshiba, fundador do Aikidô, apesar de ter tido grandes Mestres em pessoa, costumava ir até as montanhas treinar espada com os Tengu, seres míticos que habitam as florestas japonesas.
Um Mestre pode ser nossa própria consciência superior, ou uma pessoa comum, ou uma pessoa especial ou um ser imaterial. Não importa. Sempre existirá um guia.
Mas como se reconhece um Mestre? É uma pessoa com a qual aprendemos mesmo sem ter que falar coisa alguma. É uma pessoa que nos enche de energia, inspiração e sabedoria apenas com sua proximidade. É aquela em quem sempre pensamos em recorrer quando temos dúvidas. Não problemas, mas dúvidas, pois o Mestre é um guia.
Muitas vezes nosso Mestre se encontra mais perto do que imaginamos. Outras vezes levamos a vida toda para encontrá-lo. Mas o tempo não importa já que somos seres espirituais. A caminhada é longa mas pode ser menos áspera com a orientação adequada. Este é o papel do verdadeiro Mestre. Ele nunca fecha as portas, mesmo com a arrogância e o descaso de seus imperfeitos discípulos. Ele está sempre pronto a lhe orientar, embora muitas vezes a ajuda não seja da maneira que você espera. Ele lhe dará o que você precisa e não o que você deseja. Tudo o que ele lhe diz possui uma razão especial, mesmo que você não possa compreendê-la no momento.
Um Mestre é um bem precioso que deve ser sempre mantido com respeito e dedicação."
SOBRE O AUTOR _____
Gilberto Antônio Silva é Parapsicólogo, Acupuntor, Terapeuta e Escritor, estudando cultura e filosofia oriental desde 1977. Como Taoísta, se preocupa em divulgar a filosofia e as artes taoístas, como I Ching, Feng Shui e Chi Kung, para melhoria da qualidade de vida das pessoas. Contato: gilberto@longevidade.net - http://www.taoismo.org/
quinta-feira, outubro 15, 2009
segunda-feira, setembro 21, 2009
Jinarajadasa e as Cartas dos Mahatmas
Palestra de Ailton Santoro (Loja Rio de Janeiro) sobre JINARAJADASA E AS CARTAS DOS MAHATMAS no 4º Encontro da Primavera da Coordenadoria das Lojas da Sociedade Teosófica no Rio de Janeiro.
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