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domingo, agosto 13, 2017

A DIFERENÇA ENTRE O ESTUDO E O DEBATE

“... a teosofia não é conceitual. A sabedoria não é feita de palavras. 
Ela apenas utiliza conceitos e palavras. Ela é feita de percepção direta e sem intermediação. 

As palavras são só instrumentos importantes, que devem ser usados com respeito, clareza e responsabilidade; e que, quando são bem usados, ajudam a alcançar a sabedoria.”

Ao amanhecer, já por volta das 6 horas da manhã, meu pensamento era estabelecer as diferenças entre o Debate e o Estudo. Dentro de mim eu já percebia a totalidade da diferença, através de um sentimento profundo, porém  necessitava agora transcrever em palavras. Certamente isto já ocorreu com você e com muitas pessoas! Quanto mais eu buscasse as palavras mais e mais o Sentir se fazia maior e por alguns instantes quase desisti de tentar achar as palavras para expressar esse quase desconforto. Percebi que milhares de informações surgiam rapidamente para dar argumentação necessária às diferenças entre o Debate e o Estudo. No entanto, meu cérebro foi incapaz de capturar a todas, enquanto o Sentir  era uma constante e se fazia maior. Decidi então, mesmo reconhecendo minhas limitações, tentar expressar este estado de Sentir. . . . . . . . Na proposta Teosófica, o Estudo progressivo e de auto-observação nos eleva a um estado mental silencioso, atento e íntimo, acima das palavras. Quem Estuda, sonda gradativamente além dos significados literais. “... a teosofia não é conceitual. A sabedoria não é feita de palavras. Ela apenas utiliza conceitos e palavras. Ela é feita de percepção direta e sem intermediação. As palavras são só instrumentos importantes, que devem ser usados com respeito, clareza e responsabilidade; e que, quando são bem usados, ajudam a alcançar a sabedoria.” A postura de quem Estuda é franca, sincera, desarmada, compassiva e respeitosa. O Estudo solitário é um estado despojado de qualquer obstrução ou contraponto crítico. Não há o medo de errar, ou obrigação de acertar, pois o Estudo deve ser para o Estudante tal como o estado puro de uma criança que se entrega ao seu imaginário lúdico o qual interage com seu Eu através dos objetos (brinquedos) no lugar das palavras literais. Não há confronto, apenas entrega!
“Só herdará o reino dos céus quem tiver o coração puro como o de uma criança” Neste processo não há qualquer maré que nos lance de um lado para outro de uma correnteza agitada causando a dispersão do nosso foco ou sofrimentos, mesmo que momentâneos, advindos das emoções inferiores do Ego que nos liga ao mundo. Quem estuda se entrega a si mesmo, ao seu Eu Superior, sonda os mais profundos sentimentos sem agredir ou desrespeitar a sua própria memória  ou a memória de qualquer outro Ser. Segue uma viagem profunda para dentro de si mesmo e questiona o seu universo íntimo. No Estudo, através das palavras meramente literais vamos penetrando em vestíbulos mais e mais estreitos até chegarmos em uma espécie de síntese onde as palavras simplesmente desaparecem, e tudo o que há é um mar de informações que surgem em um estado de apenas Sentir. Se pudêssemos transcrever isto em palavras faríamos da seguinte maneira: Como se caíssem de um plano acima, pétala por pétala de uma flor de lótus invisível (o Eu ainda não sabe definir o que é, apenas sente). Ao afetar, tocar nossos sentidos, inicial e gradativamente é apenas como um perfume no ar, depois o perfume se transforma em raios coloridos e finalmente ganha forma e as informações (perfume, luz, cor e forma) vão se estabelecendo gradualmente. A flor toda, antes como um quebra-cabeças, em pedacinhos fragmentados, agora tem forma completa e cada pétala se encaixa perfeitamente no seu todo estrutural, conquistando o seu devido lugar. Suas mil pétalas, agora são percebidas no alto de nossa cabeça, elas se abrem para cima lenta e gradualmente e nos coroam como se coroa a um rei. A flor de lótus tem significados simbólicos, entretanto, a botânica ainda procura saber por que suas folhas são autolimpantes e repelem a poeira e micro-organismos. A flor de lótus se ergue pura acima do lodo.
Este estado de consciência não chega a ser um estaze, tão pouco um samadhi, mas é seguramente um estado de felicidade e de conforto. Bem, até aqui podemos dizer que quem Estuda Teosofia pode fazê-lo de forma solitária ou em grupos, porém o trabalho é individual, intransferível, o seu processo de aprendizado vai além das salas de aulas, virtuais ou reais. As informações significativas já internalizadas vão se organizando com novas informações que vão dar maior suporte às preexistentes. Construímos assim gradativamente como que um fio, ou um elo que se fortalece a cada momento em que nos propomos a sondar além das palavras. Através desta prática, a ligação entre o ser que manifestamos no mundo, e o nosso ser mais íntimo vão ficando cada vez mais próximos, e a dualidade do que é espiritual e material em nós e que gera todos os nossos conflitos diários vão se harmonizando, lenta e gradualmente. Este exercício diário, mesmo que por apenas 1 hora, deverá ao longo de algum tempo, nos dotar da capacidade de o fazê-lo nas operações mais simples do nosso dia a dia e a isto Jiddu Krishnamurti chamava de auto observação constante, do que pensamos, dos nossos desejos vindos do nosso quaternário inferior ou do nosso Ego animal, afim de verificar suas reais necessidades, tais como, por exemplo, da nossa alimentação (fome do quê?), vestuário (frio/calor), e diferenciá-las do campo meramente automático do consumo (do eu quero porque quero). Tornando assim até mesmo nossos relacionamentos menos agressivos ou traumáticos com aqueles mais próximos de nós na rotina da tarefas do dia a dia. Nosso posicionamento muda diante de qualquer confronto de opiniões, pois aprenderemos a reconhecer e a trabalhar com o pressuposto dos outros dentro das condições de consciências que lhes são próprias e referentes aos  mais variados estágios. Neste aspecto vamos conseguindo lançar um olhar de fora de nós mesmos para a nossa dualidade e atender às suas necessidades de forma consciente e harmoniosa. Ninguém precisa matar ou maltratar
seu Ego, precisamos dele para conquistarmos nosso despertar! Ele é fundamental para a nossa existência no mundo material. Bem, até aqui falamos do Estudo Teosófico ou Esotérico, agora o que seria um Debate Teosófico ou Esotérico? Quem já tem um referencial Teosófico necessita do debate para dar sustentação aos argumentos de outra pessoa que sequer tenha feito esforço mínimo na direção da compreensão da proposta Teosófica? Como podemos tentar manter um diálogo equilibrado nestas circunstâncias? Quando um Debate se estabelece, duas ou mais pessoas apenas se deixam levar pelas marés que as jogam de um lado para outro, cada uma quer ter a razão e mesmo que uma delas tenha mais conhecimentos, aquele que mais sabe também é o que erra mais! Seu corpo emocional reage bruscamente e a energia é desperdiçada, sua vitalidade tende a baixar, e travamos não apenas um Debate de ideias mas nos precipitamos a um Embate como se o outro fosse nosso inimigo. Nosso Ego vem à tona como um urso feroz e lança na direção do outro fluídos deletérios que  acabam por nos ferir. Há quem goste de apreciar tais confrontos e sem suspeitar também reagem mesmo que silenciosamente na psico esfera mental daqueles que lidam apenas com as palavras escritas ou proferidas verbalmente. Em nosso corpo físico, nossos hormônios disparam, o Cortisol se desequilibra e podemos estar a beira de um infarto. Já não somos mais donos do nosso emocional, o controle é perdido depois que permitimos que o processo se estabeleça. Para cada argumento solicitado (drama de controle), vamos nos afastando da nossa parte inteligente e acabamos até por ofender, desrespeitar as memórias daqueles que mais estimamos. O verbo se torna uma lança na direção do mental do outro. As palavras se tornam duras e já não servem de ponte para transcender em sabedoria. Inúmeras formas mentais são criadas e a maré do fluxo e refluxo mentais  tornam as correntes mais e mais violentas. Em geral após um embate destes, nosso corpo físico fica dolorido e
naqueles pontos onde a nossa energia já era um pouco mais baixa acaba por enrijecer e sentimos na carne os efeitos das nossas marés somadas pelo bombardeio mental do nosso oponente. O assédio do público que embora silencioso, contribui para transformar o que deveria ser uma egrégora de luz em uma arena da Roma antiga. Colocamos nosso ego animal em luta ferrenha contra aqueles que da mesma forma procedem. Seria isto também uma forma de magia negra? Não encontraremos nesta situação qualquer aspecto benéfico ou construtivo pois já não estamos olhando na direção do nosso íntimo em busca do fio que nos ligará ao TODO. Nossa flor de lótus de fecha e cortamos qualquer possibilidade de exercitar corretamente os aspectos que nos alinhariam ao encontro da sabedoria e jogamos nossas energias para fora do nosso sistema biológico, mental e espiritual, enfraquecendo e comprometendo nosso sistema nervoso, concomitantemente todo nosso campo de energia (aura), fica permeável e vulnerável a qualquer ataque psíquico ou doença oportunista. Auto-observação e discernimento, atenção às marés que movem a ação dos outros, usar o pressuposto do outro para evitar o confronto desnecessário, são algumas sugestões que poderíamos utilizar quando nossa mente está atenta! Um verdadeiro buscador da sabedoria já não pode mais se permitir cair nas teias da ignorância, tão pouco participar, mesmo que indiretamente, da arena dos confrontos.
Que a nossa luz esteja sempre a frente iluminando as nossas decisões para que a nossa ação seja justa e seu reflexo possa contribuir para nosso desenvolvimento individual,  reforçando o Coletivo. Paz para todos! 

Vera Boff (23/05/2012) 

quarta-feira, maio 23, 2012

DIFERENÇAS ENTRE O ESTUDO E O DEBATE


Foto RBS - amanhecer colorido de hoje em Porto Alegre
“... a teosofia não é conceitual. A sabedoria não é feita de palavras. 
Ela apenas utiliza conceitos e palavras. Ela é feita de percepção direta e sem intermediação. 
As palavras são só instrumentos importantes, que devem ser usados com respeito, clareza e responsabilidade; e que, quando são bem usados, ajudam a alcançar a sabedoria.”

sexta-feira, maio 28, 2010

A vida pulsa e segue seu fluxo

Se toda a forma de bem fosse suficiente para transformar o mundo, todas as pessoas já teriam evolucionado.
O bem pensar é semente sem terra, é sonho sem sono, a quimera da imaginação.
O amor que se pode usar em benefício da humanidade é aquele que esta sustentado no  tripé, na tríade superior.
A vida sem amor é vaso vazio; é mar sem sal; é fonte sem vida.
A fonte viva é água bendita, é água que cura a dor e as feridas da alma que vagueia empedernida a procura de repouso.
A vida é ação no bem fazer sobre todas as coisas, é seguir sem esperar nada, apenas fazendo o melhor que possas dar.
Escuta o canto dos pássaros. Eles te parecem que cantam triste?
Alguma vez percebeu algum canto triste dos pássaros?
A natureza é plena por si só, não precisa de motivos para orquestrar seu canto de louvor mesmo com o peso de cada dia.
Estudos comprovam que mais da metade das colméias de abelhas produzem mais mel se a florada for mais exuberante. Acaso vês as abelhas reclamando da qualidade do seu néctar?
A vida pulsa e segue seu fluxo.
Encontrando o seu pulsar segue também o fluxo.
Nada temas.
Vera - 07/09/09

sábado, fevereiro 06, 2010

PANDORA É AQUI

Para quem ainda não viu o filme, Avatar trata de uma expedição humana a um outro planeta chamado Pandora.
Pandora é tido pelos humanos, exploradores de um raro minério, como um planeta que oferece inúmeros perigos. Dentre os perigos naturais estão incluídos os nativos.
Este povo de raríssima sensibilidade está conectado com a natureza do planeta de tal forma que podem se comunicar através das árvores e com os animais.
Todo o planeta mostra atributos astrais/etéricos que evidentemente os humanos não percebem, tudo cintila em multi cores para os nativos. Já o próprio nome do planeta suscita muitos simbolismos ligados a mitologia:
"- Na mitologia grega, Pandora (do grego: Πανδώρα, "a que tudo dá", "a que possui tudo"[1]) foi a primeira mulher, criada por Zeus como punição aos homens pela ousadia do titã Prometeu em roubar aos céus o segredo do fogo.
- Pode-se perguntar quanto ao sentido desta lenda: por que uma caixa, ou jarra, contendo todos os males da humanidade conteria também a Esperança? Na Ilíada, Homero conta que, na mansão de Zeus, haveria duas jarras, uma que guardaria os bens, outra os males. A Teogonia de Hesíodo não as menciona, contentando-se em dizer que sem a mulher, a vida do homem não é viável, e com ela, mais segura. Hesíodo descreve Pandora como um "mal belo" (καλὸν κακὸν/kalòn kakòn).
O nome "Pandora" possui vários significados: panta dôra, a que possui todos os dons, ou pantôn dôra, a que é o dom de todos (dos deuses)." (fonte Wikpédia)
O filme em si tem um roteiro (a primeira vista) bastante pobre, no entanto, a mensagem embutida gera grande reflexão sobre o rumo da humanidade atual, sobre o que estamos fazendo com a nossa casa, a Terra.
Os soldados humanos combatem os nativos de Pandora com armas pesadas, porém o povo juntamente com a força da natureza do planeta vencem seus inimigos.
Qualquer semelhança com os conflitos históricos entre os poderosos e os povos indígenas, ao meu ver não é mera coincidência!
PANDORA É AQUI!
(Vera Boff)


segunda-feira, janeiro 11, 2010

Uma linda Cachorrinha (Border Collie) reconhece mais de 340 palavras.



Isto significa que ela tem um vocabulário de mais de 340 palavras e que tem uma mente equivalente a uma criança de dois anos de idade! O aspecto desta fase de desenvolvimento requer pensamento abstrato!
Infelizmente não está disponível o código para que se incorpore o vídeo no blog, mas você poderá ver la no youTube clicando aqui.
Vale a pena ir lá olhar este animal encantador!
São os nossos animais domésticos (superiores) rumo a sua individualização!
E/t.: A foto é só para identificar a raça.

quarta-feira, dezembro 30, 2009

FELIZ LIVRO NOVO - FELIZ 2010


Uma amiga me enviou esta linda mensagem que agora compartilho com todos vocês.
Também gostaria de agradecer a todos que me acompanharam através deste blog e que espero continuem acompanhando no próximo ano.
Todos vocês que aqui estiveram mesmo anônimos fizeram parte deste meu espaço, portanto também fizeram parte de minha vida neste ano que se encerra.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Vida


A vida me trouxe até aqui. Não foi um simples passeio.
Na  estrada havia pedras, atalhos perigosos, armadilhas, alguns obstáculos pareciam instransponíveis. Alguns eu soube contornar, outros me deixaram marcas e até cicatrizes, lembranças da sagrada lição.

sexta-feira, dezembro 11, 2009

O QUE É RIQUEZA?


Estou aqui no sul do Brasil escutando as previsões meteorológicas alertando-nos para mais tempestades muito fortes que ocorrerão nas regiões sudeste e sul para hoje ainda (sexta-feira (11), e que se estenderão no final de semana.
Para quem está acompanhando ou tentando acompanhar a COP15, através dos (repórteres) enviados especiais àquela conferência, já podemos ter o tom das discussões, que infelizmente centralizam o evento em quem irá lucrar quem irá ficar no prejuízo, quem são os países pobres, emergentes e ricos, etc. Isto tudo já sabemos!
Em meio a tudo isto, se tem observado algumas sugestões e questionamentos sobre o evento por parte da população que tenta acompanhar.
Quanto aos questionamentos, demonstram claramente a falta de informações muito básicas sobre o tema. Porém quanto às sugestões...
Será que multas sobre aqueles que certamente irão continuar poluindo, emitindo CO2, adiantará alguma coisa?

quarta-feira, dezembro 09, 2009

COP15 - PÃO E CIRCO

Como todos sabem, desde segunda-feira teve início a COP15, o evento mais importante do século XXI, pois esta civilização que aqui está, talvez não ultrapasse este século. E claro, é o mais importante dos eventos porque estarão decidindo o nosso futuro. 
Nosso? Sim, o nosso futuro, o meu o seu, dos seus filhos e descendentes, ou seja, o futuro da humanidade. Eu diria para ser mais exata, o futuro da nossa civilização. Observem que há uma sutil diferença entre as palavras "humanidade" e "civilização".

terça-feira, novembro 24, 2009

Ressonância Schumann


Este texto já deu voltas pela internet e até existe quem o rechace completamente. Um conhecido meu, disse que o fato de acharmos que o tempo está passando rápido demais é porque estamos envelhecendo (risos), dizia ele: "minha avó sente e pensa assim, mas é porque ela já é velha".

domingo, novembro 01, 2009

TROCA DE REIKI

Uma das coisas mais importantes após a sintonia (iniciação) com o Reiki, ainda no curso de REIKI é a troca experimental que os alunos podem fazer entre eles. Vou relatar para vocês como foi a minha primeira prática com o Reiki.

sábado, outubro 31, 2009

REIKI - COBRAR OU NÃO COBRAR?

Hoje vou comentar sobre a sintonia com o REIKI e outras questões. Logo que comecei a trabalhar no espiritismo é natural ficarmos por algum tempo na assistência e não junto à mesa.

quinta-feira, outubro 29, 2009

REIKI

Olá pessoal!
Vou inaugurar hoje uma nova tag (etiqueta) sobre REIKI, mas antes gostaria de fazer algumas considerações a respeito, já que o tema ficou tão popular que infelizmente caiu numa certa vulgarização.
Ouvia falar de REIKI através de amigos isto lá no ano de 1999, então isto foi no final do século passado (risos). Mas Somente em 2000 que fui conhecer a técnica, através de um curso oferecido pelo SESI – Serviço Social da Indústria, aqui na minha cidade (Porto Alegre). Posso dizer que tive o privilégio de ter como Instrutor o Sr. Everton Chemelo, que nos orientou de forma muito responsável em uma abordagem puramente técnica sem superstições, ou qualquer influência religiosa, ou mística, se não apenas no que consta dentro da tradição do Sistema Usui Shiki Ryoho, até porque sabemos que o REIKI não é uma religião. 

segunda-feira, outubro 26, 2009

RECADO


Dando continuidade ao relato anterior a respeito ainda do que experimentei nos 10 dias de tratamento com o REIKI.
Quando minha mãe estava ainda internada em estado terminal, no quarto havia uma senhora de quase 90 anos. Ela passava muitas horas em sono profundo e já demonstrando aquela postura fetal. Os familiares quase sempre a sua volta, nem sempre conseguiam conversar com ela.

terça-feira, outubro 20, 2009

OS CICLOS NATURAIS


Bom dia!
Acordei nesta manhã, e que bom poder dizer “acordei nesta manhã” e por alguns motivos remoendo todas estas questões ambientais que vimos publicadas diariamente nos meios de comunicação e claro aqui na internet também, como não poderia deixar de ser.
E também como todos vocês que de alguma forma acredito estão refletindo sobre o tema, pois queiramos ou não, passou a ser o assunto, me parece mais importante destes últimos anos, e tornando-se a cada dia, o tema mais inquietante de todo o planeta.
Inúmeros artigos e documentários estão sendo produzidos na tentativa de mostrar as evidências de uma provável catástrofe anunciada!

segunda-feira, outubro 19, 2009

DESPERTAR

Um amigo chamou minha atenção para alguns textos que andam pela internet que até lembram alguma coisa de autoconhecimento. A primeira vista parecem profundos, falam de uma busca interior, falam de paz, de amor, enfim parecem que podem ou tem a intenção de resolverem alguma coisa ou ao menos tentam entre argumentos muito simplistas e superficiais a meu ver.
Como sou chata resolvi analisar com maior atenção, não sei se vocês costumam fazer isso. Mas como eu disse, sou meio chata.
Bem, com base na atenção que dei ao texto comecei a constatar minhas próprias falhas de observação o que nos leva a uma leitura totalmente desamparada. E às vezes saímos lendo os artigos de forma a aceitar sem questionar, e isso é um perigo! Porém fazemos isso o tempo todo. Não avaliamos o peso de certas colocações. Acatamos preliminarmente aquilo que parece concordar com nosso modo de ver as coisas. Acabamos por ler e aceitar muito facilmente aquilo que nos agrada e refutamos aquilo que realmente deveríamos ler e aprofundar.
Coloquei-me no lugar de quem passa por alguma situação de conflito ou mesmo na busca de um referencial a respeito de autoconhecimento e ao que poderia levar-me a buscar algum tipo de leitura como aquela.
Basicamente o texto falava de conflitos de relacionamentos, e de pessoas que estavam de alguma forma sempre enfrentando esse tipo de situação (mas e quem não está?).
Então, o texto recheado de “sabedoria” que quase daria para fazer um bolo (receita básica de multi-mistura), dizia que ao olhar o mal do outro, estaríamos absorvendo aquele mal, e que era necessário um olhar para e através da alma, a fim de que não nos identificássemos com o tal suposto mal.
E a coisa vai ficando complexa e desafiadora, no sentido de que é evidente que o desavisado ao ler que lhe falta esse olhar de alma, até porque se supõe que a pessoa na busca de respostas já vai se achar um “nada” um pouco mais a esquerda e perdido na multidão do que antes, porém parece haver tanta sabedoria, que suponho, o leitor continue a leitura, quem sabe na tentativa de descobrir uma chave mágica que resolva seu dilema.
E essa questão do desafio passa batido perante nossos olhos! Mas não é um desafio com bases sólidas na busca de reflexão pessoal, de um estado que nos leve a filosofar, é um desafio sem bases que irá gerar um conflito ainda maior para quem busca com certa ansiedade, mexendo assim de forma velada com a nossa vaidade! Vaidade é o resultado do que os outros pensam de nós, muito diferente de auto-estima que significa o juízo de valor que fazemos de nós mesmos!
Mas o desafio é lançado, e fica aquele sabor amargo das entrelinhas que diz que poucas pessoas conseguem esse modo diferente de olhar e quem escreve ainda diz que é simples de fazer a coisa toda funcionar, e porque então tão poucos conseguem se é tão simples? Até aqui já comecei a pensar, (puxa vida) lendo isso à auto-estima da criatura que já estava meio capenga, desaba de vez. Ou pior do que isso pode ocorrer se aceitar o desafio. E se for um adolescente, ainda com pouca bagagem, percepção?
Fiquei aqui imaginando o leitor falando de si para consigo mesmo (risos). “ah então será por isso que eu atraio tantas confusões”, e o título do texto era algo como “pare de procurar, atraia o que você deseja”. Será que era mesmo sobre a Lei de Atração que ali estava sendo tratada (vide O Caibalion)? Você já passou os olhos no Caibalion? Se não, fica aqui a dica.
Mas segundo o que pude perceber dos sentimentos do suposto leitor para o qual o texto era dirigido, atrair, ele já atraia, ou melhor, só atraia relacionamentos conflitantes.
Mas então se a coisa é simples, se o outro deve ser olhado de forma diferente, ou seja, não vou observar o mal, vou fazer de conta que não vejo, e vamos lá tentar encontrar aquele “olhar de Alma” para o lado bom do sujeito (risos). Se ele se movimentar na sombra eu finjo que não vejo e continuo o considerando, até porque eu estou exercitando meu “olhar de alma”. E pelo modo com que isso foi enfatizado, provavelmente seja uma tentativa de levar o leitor a uma sensação de estar em uma condição superior e privilegiada! Será?
Não sei como vocês encaram estas questões de relacionamentos, porém vejo que na vida realmente não encontrei ninguém que não os tenha em algum certo nível. Não fomos criados em série feito máquinas.
Não resisti...
“Ignorante não é aquele que não tem instrução, mas sim o que não possui autoconhecimento. Do mesmo modo o letrado torna-se estúpido ao buscar a compreensão na autoridade e o saber dos livros. A compreensão sucede unicamente por via do autoconhecimento, o que representa o conhecimento da totalidade do nosso “processo” psicológico. Desse modo, o verdadeiro sentido da educação consiste na autocompreensão porquanto todo o indivíduo reúne a totalidade da existência.” Krishnamurti in Education and The Significance of Life (1953).
Diante de argumento tão profundo que nos leva a tantas questões, tanto no que pensar, será que aqueles que alcançaram o autoconhecimento e a iluminação perderam ou perdem alguma coisa do conhecimento do mundo por não necessitarem mais voltar ao ciclo de morte e vida? Afinal você já se perguntou se a totalidade do conhecimento do mundo e todas as questões de relacionamentos terrenos são mais importantes do que alcançar o entendimento, a compreensão total das suas próprias entranhas e com base nisto entender-se como um ser Divino, quebrando essa ilusão tão forte de separatividade que há em nosso íntimo?
Um excelente pensador, psicólogo e psiquiatra Flávio Gikovate, diz que merecemos educação diferenciada e até mesmo para com os animais domésticos. Estudos estatísticos já estão praticamente comprovando que a homossexualidade que ocorre em apenas um individuo (gêmeos univitelinos), não deve estar ligada a fatores genéticos. Somos assim tão diferentes e ainda assim tão semelhantes em tantos outros aspectos, como querer viver sem conflitos de relacionamentos? Não sei o que você pensa a respeito, mas me parece que o ser já nasce em conflito com a própria vida, com questões ligadas a sua constatação ou não de ser mais do que o seu corpo físico, ou de que a morte deste corpo físico é a certeza mais absoluta que podemos ter! É claro que conflitos existem e você não é um imã de atração e isto por si, tão somente, não pode fundamentar argumentos do processo cármico individual, até porque o carma está muito mais afeto aos aspectos coletivos. Mas, contudo, o que eu considero fundamental no processo de autoconhecimento é justamente aceitar as diferenças, dentro do que se pode entender e dentro dos limites de cada um! Administrar os conflitos é administrar nossas emoções e fazer escolhas e autoconhecimento o tempo todo! A psicologia nos ensina que ninguém fica intimamente bem quando alguém discorda da nossa opinião (Flávio Gikovate), e que para sermos verdadeiramente respeitosos temos que processar inúmeras vezes questões emocionais internas para legitimar essa maneira “verdadeira” de sermos educados, porque em geral intimamente nos irritamos e consideramos aquele que não tem o mesmo modo de pensar um “chato”, “burro” ou um “desonesto”. Simplificando, ser verdadeiramente respeitoso demanda trabalho interno árduo. E se não somos verdadeiros, não há espontaneidade, é apenas um lustro social básico que adquirimos, porque em algum momento isso irá escapar ao nosso controle e deixaremos transparecer essa irritabilidade, então tudo que temos neste sentido é uma forma “educada” de manter diálogos. Mas voltando a tal análise do bem e do mal em cada um de nós, e o que possa parecer misterioso, e que de certa forma regula certa atração de algumas situações, levou-me a observar que talvez o texto tivesse a intenção ou quem sabe a tentativa de explicar o inexplicável, ou seja, o que não se pode traduzir em palavras, algo pra lá de sutil no campo do conhecimento verdadeiro que está tão perto e ao mesmo tempo tão longe deste mundo de sombras. A questão que evidencio é como poderemos negar o mal estampado diante de nós e ficarmos passivos diante dele e principalmente se tivermos a percepção exata de sua direção. Seria somente para sustentarmos nossa vaidade de resistência e depois nos vangloriarmos de que em algum momento fomos resistentes, mas a que custo emocional isso demandaria? Se encarado dessa forma apenas como um desafio de resistência dos próprios limites, até onde suportaríamos? A vaidade gera um vício do qual é difícil de escapar. Com que base se encara passivamente o mal a nossa frente, nestas condições e de tal forma se não colocando a nossa vaidade em primeiro plano, e lembrem que a vaidade é a relação que temos com os valores da sociedade (com o que os outros pensam a nosso respeito) e não os nossos valores íntimos que estão atrelados ao juízo de valor que damos a nós próprios e que se traduz por auto-estima! Mas que situação complicada.
E me pego pensando mais adiante, que algumas pessoas escrevem determinadas “receitas” porque me parece, ainda não se deram conta que para algumas questões não há que se dar receita alguma, porque é impossível generalizarmos o processo de autoconhecimento. Pois, ou o individuo o faz por si, na sua intimidade solitária ou não o faz. Mas pelo amor de Deus, cuidado com receitas! O sabão em pó mais usado pela maioria da população pode resultar em reação alérgica para muitas pessoas e mesmo assim ser o mais caro, o que vende mais e o mais anunciado!
Lembrei agora das palavras da Sra. Blavatsky ao dizer mais ou menos assim sobre a Doutrina Secreta, “este estudo não é para mentes preguiçosas”, tão pouco o autoconhecimento o é. Se ficarmos indo atrás de receitas nos perderemos pelo caminho das pedras.
Sinto dizer, mas o mal existe! Ou podemos considerá-lo a ausência do bem, se formos levar a coisa a serio mesmo e trabalharmos observando os sentidos opostos (polaridades) de uma mesma coisa. É necessário identificá-lo sim. Entenderíamos os ciclos naturais se não tivéssemos consciência e percepção da sombra? Da mesma fora seriamos capazes de entendermos a revelação do mundo material através da luz, não fosse pelo entendimento das sombras? Enquanto estivermos em um mundo material haverá luz e sombra, bem e mal, necessários e eternos (A Doutrina Secreta). Então me parece que os conflitos, embora possam ser abrandados, ainda assim estarão presentes neste mundo.
Ao constatar o mal podemos nos proteger, denunciá-lo, nos afastarmos dele ou nos atirarmos em seus devaneios por falta de consciência, quem sabe!
Parece-me que o fato de nos vermos reincidentes em situações de conflitos é devido à larga escala medíocre de nossa sociedade (humanidade), porém é dever de cada um lidar da melhor forma possível com suas emoções e abrandar tanto quanto possível, sentimentos que nos envolvam ou nivelem a um mal feito ou por fazer, e claro, jamais respondendo com o mesmo mal. Ninguém alcança a iluminação servindo de tapetinho para os outros limparem os pés. Não sei se concordam, mas esse “dar a outra face” tem um significado mais além do que ficar levando pancada o tempo todo sem externar reação, sem que se observe o que ocorre em nosso diálogo íntimo.
Esta compreensão maior que eu costumo chamar de sensibilidade é no meu entendimento fundamental para se viver e claro não seria menos importante perante situações de conflitos, entre o mal e o bem.
A psicologia nos mostra que os exemplos do generoso e do egoísta estão ambos equivocados, o generoso não é o representante do bem, porque dá sustentação ao egoísta e a um ciclo interminável de conflitos. (Flávio Gikovate)
Assim como “ser bom” não ocorre apenas pelo simples fato de falarmos, ou pensarmos. É preciso ação! Ninguém se torna bom pelo fato de pensar que é bom! Ninguém alcança qualquer grau de iluminação só por pensar que está se iluminando!
O fato de pensar que se está acima do mal, não nos torna bons, tão pouco superiores a ele, mas é a nossa ação que nos move para um estado de maior compreensão da realidade! Tal tarefa é individual e intransferível. Não tem receita que dê conta da experiência que deve ser processada e recolhida individualmente! E se há reincidência é porque a lição ainda não foi concluída. Devemos também encarar o fato de que ninguém consegue vacina para determinadas circunstâncias da vida. Mesmo que se jure (de pés juntos), “agora não vou mais errar ou cair em tal armadilha”, a vida vem e muda o jogo e lá vai você caindo no mesmo laço, porque as combinações que a vida faz são infinitas e estamos vulneráveis porque ainda não nos percebemos completos.
Autoconhecimento não é tarefa fácil. Não há simplicidade nisto, ao contrário! Se fosse simples usarmos a Lei de atração para resolvermos questões como conflitos de relacionamentos, todos já estaríamos confortáveis num plano superior e devidamente iluminados, não necessitaríamos mais trabalhar nossa complexidade emocional ou coisa semelhante.
Se bastasse pensarmos em um modo diferente de olhar “com alma” seria já prerrogativa de sermos totalmente compassivos (compaixão é grau conquistado por esforços que demanda transpiração (ação). No entanto, o pensamento precede a ação, isto é certo. Mas não basta apenas pensar! O artista que pensa na produção de sua obra, sem a ação, sua obra é apenas uma forma pensamento, não se materializou, não aconteceu. Materializamos o espírito no arco descendente (a chegada ao planeta, ao mundo da matéria) e estamos tentando a conquista da espiritualização da matéria pelo arco ascendente (pelo desapego de tudo que nos liga a matéria), paradoxal? Nem tanto! Tarefa fácil, simples? Para quem, cara pálida? É preciso respeito à luta individual de cada um, e mais ainda sensibilidade para não comprometermos ou dificultarmos ainda mais a escalada árdua dos nossos semelhantes, enlaçando-nos desnecessariamente com os passos alheios e dando pouca atenção ao nosso próprio caminhar. É preciso despertar para uma visão real do que já podemos transpor, sem medos, sem mistificações. Chega de superstições tolas e falsas promessas, receitinhas de bolo e palavras bonitinhas. Auto-ajuda, na base da receita dos outros, é pura enrolação, é marketing para vender livros e promover lavagem cerebral! É para quem tem preguiça de viver e de pensar. Encare os fatos de frente, veja o que há em você que pode ser mudado, não queira mudar o mundo. Se a tentativa de mudança não implicar em mais dor e sofrimento é porque você provavelmente já pode investir em novos horizontes, novos caminhos, novos conhecimentos. Caso a mudança implique em dor e sofrimento, seja mais amoroso com você, porque nada que não ocorra espontaneamente nos dará a simplicidade e a sabedoria dos humildes e simples de coração, e a isso denominamos de “virtudes”, mas, por favor, não seja covarde, nem preguiçoso, mova-se.
Não conquistamos virtudes ou paz, através de flagelos ou de violência, muito embora, como dizia meu velho pai, "a dor ensina a gemer" que essa dor não seja gerada pela nossa falta de amor para conosco, falta de percepção e de sensibilidade para com os sofrimentos do mundo a nossa volta.
Os conflitos estão aí para serem enfrentados, administrados. Muitos conflitos ficarão sem solução, aprenda a aceitar questões que podem ser mudadas e outras que não se pode mudar ainda. Mas não se coloque de vítima, não se sinta um zero a esquerda em nada, mesmo que momentaneamente esteja equivocado, isto também faz parte do que devemos aprender ao longo da estrada, e acredite, cabe a cada um individualmente fazê-lo. Ninguém, na terra ou nos planos mais superiores fará isso por você a não ser você mesmo! Acredite, não há privilégio concedido por nenhum Mestre, Deus ou deuses, a não ser pelo seu próprio esforço, a sua própria conquista e mérito diante da caminhada. Se ficarmos de braços cruzados tentando dar chances para o mal que há no mundo, estamos no mínimo sendo coniventes com uma ação que nem nossa é, por simples imobilidade, o que só nos arrastará numa correnteza que Krishnamurti chama de “primordial”, ou seja, básica e medíocre da humanidade. Tire o gesso, vá em frente! Não se esqueça de agradecer e orar pelo bem que recebe, e pelo que deseja conquistar, mas como diz um ditado africano, "enquanto orar mova seus pés"! A vida é feita de ação, tudo está em movimento e transformação o tempo todo.
Esperar para arrumar o que há de errado no pai para que o filho mude ou que a sociedade mude, ou que a humanidade mude antes de você, só irá gerar um ciclo interminável de esperanças e protelar o que pode ficar um pouco melhor aqui e agora, e não exija perfeição nem nas tuas obras nem nas obras dos outros, basta que vá mudando aos poucos para que nos sintamos um pouco mais confortáveis para que outras possibilidades tenham a chance de serem geradas e manifestadas em nosso caminho.
Não tenha esperança de nada, quem se alimenta de esperanças cedo ou tarde se frustrará, porque nem tudo que esperamos é o que nos ocorre efetivamente. Aprenda a exercitar a tolerância, lidando com a rejeição e a frustração, não esqueça o bom humor, pesquise, leia sobre Psicologia, leia os grandes textos sagrados repletos de sabedoria (Sutras de Patanjali, Bhagavad-Gita, etc.), aprenda a beber nas fontes cristalinas do conhecimento, busque suas próprias respostas, elas podem não ser ainda completas, mas é a totalidade momentânea dos teus esforços, é teu patrimônio, ninguém poderá furtar-lhe. Ah sim, você tem outra religião, não é Hinduísta, tão pouco Budista, mas tudo bem nem o Sr. Buda era. Reavalie seus conceitos, esvazie-se, dê espaço para outros saberes,  outros valores, desapegue-se de sua cultura, de sua nacionalidade. 
Viva o momento presente, contando com seus próprios esforços porque dependemos deles o tempo todo e de mais ninguém.
E tenha em mente que mesmo aquela pessoa que mais amamos, poderá nos magoar, por não concordar com algo em nós, ou nosso modo de pensar e você também poderá da mesma forma causar mágoa em alguém que muito ama, e talvez nem se dê conta disto, pois ainda somos todos incompletos e ainda estranhos de nós mesmos.
Para finalizar, não eleja ninguém como mestre, guru ou sábio. Evite ao máximo valorizar acessórios ou bengalas psicológicas (em detrimento dos aspectos principais e fundamentais de qualquer questão) para não gerar maiores apegos e frustrações. No entanto, se eu pudesse dizer para crer em alguma coisa, diria para crer na capacidade interna de encontrar amor, paz, respostas, soluções que habitam em cada ser, e que, a meu ver, só é possível através do autoconhecimento.
Desejo a todos um suave e profundo despertar!
Vera Boff - 19/10/2009

domingo, setembro 20, 2009

A RESPONSABILIDADE DE QUEM FALA - 20/09/2009

O assunto que gostaria de abordar é muito importante para quem deseja compartilhar os conhecimentos adquiridos a partir de leituras e práticas no campo Espiritual, seja Esotérico/Exotérico ou mesmo Teosóficas, etc.
Atualmente a internet rompe as barreiras da distância e coloca pessoas dos mais variados pontos do globo em comunicação quase que instantaneamente.
Neste meio virtual encontramos inúmeros meios para estudos, sejam através de páginas e listas de discussão e até mesmo em salas de chats com todos os recursos pertinentes a comunicação. Nunca em tempo algum foi tão fácil buscar conhecimentos, sejam através de livros, ou de palestras, etc.

segunda-feira, setembro 14, 2009

PARA KETY

Ainda lembro o dia que fomos te buscar. Nasces-te numa linda casa com um jardim belíssimo.
Foi paixão a primeira vista. Logo estavas na casa em que passarias os primeiros sete aninhos de tua vida.
Uma linda cadelinha a quem dei o nome de Kety. Mas na brincadeira te dei nome e sobrenome, Kety Maria Tibiriçá Picanço de Azevedo.
Vivias no pátio, e logo resolvemos ter um cão de guarda, um pastor alemão que latia em qualquer coisa que o vento tocasse. Porém você era mais vigilante e atenta do que qualquer cão de guarda.

segunda-feira, julho 20, 2009

AOS "LIVRE PENSADORES"

Gostaria de tratar sobre a desmedida falta de compreensão que demonstramos quando depois de tantas leituras, tantas buscas pela harmonia interna e autoconhecimento, alguém lança em um simples dialogo uma frase cujo sentido era mais ou menos este:
“... Afirmo que a generalidade da humanidade nada recolherá de experiências positivas, após seu desencarne...”
Cabe enfatizar que no diálogo se fazia menção às experiências recolhidas à transcendência subjetiva de cada ser humano (humanidade), com vistas à iluminação futura dos seres humanos.