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sábado, junho 09, 2012

CARL SAGAN - COSMOS

Cosmos - foi uma série de TV realizada por Carl Sagan e sua esposa Ann Druyan, produzida pela KCET e Carl Sagan Productions, em associação com a BBC e a Polytel International, veiculada na PBS em 1980. A série Cosmos é um dos mais formidáveis exemplos da amplitude e eficácia que a divulgação científica pode atingir por meios audiovisuais, quando servida por uma personalidade carismática como Carl Sagan e por meios técnicos adequados.
Filmagens
Filmado ao longo de três anos, em quarenta locais de doze países, o programa Cosmos abriu a janela do Universo a mais de 500 milhões de pessoas. O segredo desta série de treze horas foi o talento de comunicador de Sagan, capaz de desmitificar o que até então fora informação científica inacessível. A versão escrita deste programa continua a ser o livro de divulgação científica mais vendido da história.
Lançamentos
Editada recentemente pela Cosmos Studios (parte de uma fundação criada para a divulgação científica), a versão DVD da série disponibiliza um total de 780 minutos de material, distribuidos por 13 episódios de 60 minutos cada (cada epsiódio está repartido em 13 capítulos de acesso directo). Os materiais incluidos na edição DVD foram revistos pelo próprio Carl Sagan e pela sua esposa e ajudante, Ann Druyan, e após cada episódio encontrará uma apresentação das actualizações e novas descobertas científicas feitas nas matérias expostas desde o lançamento original da série nos anos 80. A partir de março de 2008 o canal brasileiro TV Escola começou a reapresentar este documentário dublado em português.
Inspirações
O cientista brasileiro Marcelo Gleiser apresentou em 2006, no Fantástico, uma serie denominada Poeira das Estrelas, um programa de divulgação científica feito nos moldes de Cosmos, segundo Gleiser, o nome de tal série foi dada graças a uma frase dita por Carl Sagan na série Cosmos dizendo que: "Todos nós somos seus filhos", tal episódio da série de Sagan contava sobre estrelas, Gleiser remodelou tal frase dizendo no primeiro episódio de Poeira das Estrelas: "... uma vez o astrônomo americano Carl Sagan disse que somos todos 'Poeira das Estrelas'".

Episódios:
01-As margens do oceano cosmico
02-Uma voz na sinfonia cosmica
03-A harmonia dos mundos
04-Céu e inferno
05-O planeta vermelho
06-A saga dos viajantes
07-O esqueleto da noite
08-Viagens pelo tempo e espaço
09-A vida das estrelas
10-O limite da eternidade
11-A persistencia da memória
12-Enciclopedia galactica
13-O futuro da terra
Obrigada Carl Sagan!



sábado, março 24, 2012

Maximization versus Optimization 24/03/2012 - LEONARDO BOFF

There is an underlying ethic behind the producer/consumer culture, which is now in crisis due to the ecological state of planet Earth, whose limits we have exceeded by 30%. It now takes one and a half years to replenish what we extract in a year from the superabundant goods and services that the Earth had until recently. And it does not appear that the consumerist fury is slowing. To the contrary, the current system, trying to save itself, encourages ever greater consumption, that simultaneously requires ever greater production, which ends up stressing even more all the ecosystems and the planet as a whole.

The ethic presiding over this form of living is that of maximization of everything we do: maximizing the building of factories, of highways, of cars, fuel, computers, mobile telephones, maximizing entertainment programs, novels, courses, recycling, intellectual and scientific production. Production cannot stop, if it did, consumption and employment would collapse. In the end, it always is more of the same, with no awareness of nature’s limits of endurance.

Imitating Nietzsche we ask: how much maximization can the physical and spiritual human stomach tolerate? A point of saturation is reached, the direct effect of which is an existential vacuum. It can be seen that human happiness lies not in maximizing, in fattening bank accounts, or in the smount of goods in the basket of consumer goods. The fact is that the human being hungers for other things: for communication, solidarity, love, and transcendency, among others. These hungers, by their nature, are insatiable, because they can grow and diversify indefinitely. The secret of happiness is hidden in them. But in the words of the philosopher Ludwig Wittgenstein, quoting Saint Augustine: «we have had to build tortuous paths through which we have been forced to walk with a multitude of hardships and sufferings imposed on the sons and daughters of Adam and Eve».

Logically, we need certain amount of food to maintain life. But excessive, maximized, food causes obesity and disease. The rich countries have maximized the means of life and material infrastructure in such a way that they have destroyed their forests, (Europe only has now 0.1% of her original forests). They have destroyed their ecosystems and a great part of their bio-diversity, in addition to creating perverse inequalities between rich and poor.

We must seek a different ethic, the ethic of optimization. That ethic is founded on a systemic understanding of nature and of life. All living systems try to optimize the relationships that sustain life. Such a system seeks a dynamic equilibrium, making good use of all the ingredients of nature, without producing residues, optimizing quality and including all. In the human sphere, this optimization presupposes a sense of self-limitation, and the search for the just measure. A sober and decent material base makes it possible to develop some materials that are spiritual goods, such as solidarity with the more vulnerable, compassion, a love that undoes the mechanisms of aggression, overcomes prejudices and does not allow differences to be treated as inequalities.

Perhaps the present crisis of material capital, which is always limited, will teach us to start living from the human and spiritual capital, always unlimited and open to new expressions. It will enable us to have spiritual experiences, celebrating the mystery of existence, and gratitude for our place in the gathering of beings. With this we can maximize our latent potential, that which guards the secret of the much sought after plenitude.

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Brasil: de empresa internacionalizada à uma sociedade biocentrada

Brasil: de empresa internacionalizada à uma sociedade biocentrada
04/02/2012
Há interpretações clássicas sobre a formação da nação-Brasil. Mas esta do cientista político Luiz Gonzaga de Souza Lima é seguramente singular e adequada para entender o Brasil no atual processo de globalização: A Refundação do Brasil: rumo a uma sociedade biocentrada (Rima,São Carlos 2011). Seu ponto de partida é o fato brutal da invasão e expropriação das terras brasileiras pelos “colonizadores” à base da escravidão e da superexploração da natureza.

Não vieram para fundar aqui uma sociedade mas para montar uma grande empresa internacional privada, uma verdadeira agro-indústria, destinada a abastecer o mercado mundial. Ela resultou da articulação entre reinos, igrejas e grandes companhias como a das Índias Ocidentais, Orientais, a Holandesa (de Mauricio de Nassau), com navegadores, mercadores, banqueiros, não esquecendo as vanguardas modernas, dotadas de espírito de aventura e de novos sonhos, buscando novos conhecimentos e enriquecimento rápido.

Ocupada a terra, para cá foram trazidas matrizes (cana de açúcar e depois café), tecnologias modernas para a época, capitais e escravos africanos. Todos eram considerados “peças” a serem compradas no mercado e como carvão a ser consumido nos engenhos de açúcar. Com razão afirma Souza Lima: ”o resultado foi o surgimento de uma formação social original e desconhecida pela humanidade até aquele momento, criada unicamente para servir à economia; no Brasil nasceu o que se pode chamar de ‘formação social empresarial”.

A modernidade no sentido da utilização da razão produtivista, da vontade de acumulação ilimitada e da exploração sistemática da natureza, da criação de vastas populações excluídas, nasceu no Brasil e na America Latina. O Brasil, neste sentido, é novo e moderno desde suas origens.

A Europa só pôde fazer a sua revolução, chamada de modernidade, com seu direito e instituições democráticas, porque foi sustentada pela rapinagem brutal feita nas colônias. Com a independência política do Brasil, a formação social empresarial não mudou sua natureza. Todos os impulsos de desenvolvimento ocorridos ao longo de nossa história, não conseguiram diluir o caráter dependente e associado que resulta da natureza empresarial de nossa conformação social. A tendência do capital mundial global ainda hoje é tentar transformar nosso eventual futuro em nosso conhecido passado. Ao Brasil cabe ser o grande fornecedor de commodities para o mercado mundial, sem ou com parca tecnologia e valor agregado.

A empresa Brasil é a categoria-chave, segundo Souza Lima, para se entender a formação histórica do Brasil e o lugar que lhe é assinalado no processo atual de globalização desigual.

O desafio consiste em gestar um outro software social que nos seja adequado, que nos desenhe um futuro diferente. A inspiração vem de algo bem nosso: a cultura brasileira. Ela foi elaborada pelos escravos e seus descendentes, pelos indígenas que restaram, pelos mamelucos, pelos filhos e filhas da pobreza e da mestiçagem. Gestaram algo singular, não desejado pelos donos do poder que sempre os desprezaram e nunca os reconheceram como sujeitos e filhos e filhas de Deus.

O que se trata agora é refundar o Brasil, “construir, pela primeira vez, uma sociedade humana neste território imenso e belo; é habitá-lo, pela primeira vez, por uma sociedade humana de verdade, o que nunca ocorreu em toda a era moderna, desde que o Brasil foi fundado como uma empresa; fundar uma sociedade é o único objetivo capaz de salvar nosso povo”.Trata-se de passar do Brasil como Estado economicamente internacionalizado para o Brasil como sociedade biocentrada.

Ao refundar-se como sociedade humana biocentrada, o povo brasileiro deixará para trás a modernidade apodrecida pela injustiça e pela ganância e que está conduzindo a humanidade para um abismo. Não obstante, esta modernidade entre nós, bem ou mal, nos ajudou a forjar uma infra-estrutura material que pode permitir a construção de uma biocivilização que ama a vida em todas as suas formas, que convive pacificamente com as diferenças, dotada de incrível capacidade de integrar e de sintetizar os mais diferentes dados e valores.

É neste contexto que Souza Lima associa a refundação do Brasil às promessas de um mundo novo que deve suceder a este que está agonizando, incapaz de projetar qualquer horizonte de esperança para a humanidade. O Brasil poderá ser um nicho gerador de novos sonhos e da possibilidade real de realizá-los em harmonia com a Mãe Terra e aberto a todos os povos.

Leonardo Boff é autor de “Depois de 500 anos, que Brasil queremos, Vozes, Petropolis 2000.

terça-feira, junho 08, 2010

Documentário BBC - Terra: O Poder do Planeta

Sinopse:
Prepare-se para presenciar um verdadeiro e assombroso espetáculo. Mergulhe em oceanos e escale montanhas para conhecer o catastrófico passado e o violento presente de nosso planeta. Os eventos aqui registrados são assustadores e fascinantes! Você sabia que todos os anos uma média de 18.000 meteoritos cai na Terra; que apenas 7,4 km abaixo de você a temperatura chega a 3.000 graus; ou que o topo do Monte Everest um dia já foi o fundo do oceano? Fique por dentro da história da Terra, explore a Lua com os astronautas da Apollo, esteja presente na maior exploração subterrãnea do mundo. Veja o mais antigo artefato geológico da Terra - uma rocha de 3.7 bilhões de anos. Descubra como a África e a América do Sul se separaram milhões de anos atrás. Testemunhe os efeitos devastadores de um terremoto e de um vulcão em erupção. Você não vai acreditar no poder deste extraordinário planeta!
Esse documentarário não tem nada haver com religião. Ou melhor, tem tudo haver. São uma das inumeras provas da existência e do poder criador de Deus. cada parte e elemento do nosso planeta é cuidadosamente planejado e calculado. Jamais isso poderia ser obra do acaso, mas sim, de uma força inteligente muito superior para criar e planejar tudo. O nosso Deus. A ele seja o poder a honra e a glória para todo o sempre. amém.

Episódios:

1º Vulcões
2º Atmosfera
3º Gelo *
4º Oceanos
5º Terra Rara




segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Ibama libera licença para Belo Monte com 40 condições


Como cidadã brasileira, acredito que assim como eu, outros tantos brasileiros, em pleno exercício da democracia também gostariam de verem respondidas as questões que afligem os povos indígenas, nossos irmãos mais velhos, a quem devemos todo nosso respeito e consideração, tão brasileiros como todos nós, fizeram através de uma carta (leia a carta) que partiu da Aldeia Piaraçu em 01 de novembro de 2009, dirigida ao Sr. Presidente da República Luis Inácio Lula da Silva, com cópia aos Ilustríssimos Senhores: 
Ministro das Minas e Energia, Edson Lobão
Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc
Ministro da Justiça, Tarso Genro
Presidente da Fundação Nacional do Índio, Marcio Augusto Meira
Presidente do Ibama, Roberto Messias
Procurador da República do Ministério Público Federal, Rodrigo T. da Costa e Silva
É muito triste ver a dor e o clamor de um povo que está na iminência de perderem seu Espaço Sagrado junto a natureza. Eles percebem em seu íntimo que não haverá um futuro, pois que já estão de luto pela morte anunciada da sua Terra, da sua Cultura, do seu Povo! 
Mais uma vez a história se repete, não aprendemos quase nada com nossos erros do passado. Vamos pelos mesmos caminhos, usando como açoite a indiferença o descaso e alterando a rotina, a cultura, meios de sobrevivência, sem que ninguém lhes diga como será o futuro, o futuro de suas crianças que igualmente é o futuro das nossas crianças brasileiras.
Estes povos até então nunca pediram nada a não ser o direito de usufruir da Mãe Terra da forma como Deus lhes entregou.
Os fenômenos climáticos que abatem o Brasil de Norte a Sul se intensificarão e todos sabemos que já de saída na construção de uma hidrelétrica os impactos ambientais são de extrema importância. No entanto, nas atuais circunstâncias climáticas, não somente os povos indígenas, a população ribeirinha, o meio ambiente da região e seu eco sistema sofrerão, mas o país e o planeta também como um todo!
No meu entendimento o Aquecimento Global é um fenômeno climático irreversível, deveríamos estar atentos às medidas e pesquisas que nós dessem condições de adaptação aos novos desafios de sobrevivência e até quem sabe esta adaptação aponte para um modo de vida tão simples quanto a de nossos irmãos indígenas. Ao contrário disto, em nome do "desenvolvimento", vamos mexer mais uma vez na "mãe terra" e certamente pagaremos todos nós um preço muito alto por tudo isto.

Não havia, nem há demônios interferindo neste projeto, há sim a força de uma  sabedoria que por uma lógica muito superior "conspira com todo o Universo".   
"Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor"(Goethe)
Quem sabe tantos impedimentos, tantas polêmicas nos está dando ainda a  oportunidade de buscarmos o entendimento e alternativas mais respeitosas e humanitárias ao longo deste caminho (20 anos de polêmica). 
Não deveríamos perder esta grande oportunidade de fazermos aqui dentro do Brasil o grande papel que o Brasil tem feito em auxílio humanitário a outros povos e que nos dá tanto orgulho de sermos Brasileiros!
É uma questão de sentar e conversar, reverenciar o Deus que habita dentro de cada um de nós e fazermos o melhor para o bem de todos!
O futuro nos responderá certamente e que Deus nos ajude!
(Vera M.R.Boff)


Clique aqui para ver o infográfico


Fonte: 01/02 - 17:26 - iG São Paulo

Conforme antecipou o iG, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) anunciou nesta segunda-feira a liberação da licença ambiental prévia para o projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. No documento, o órgão ambiental lista 40 condicionantes que terão que ser atendidas pelos futuros empreendedores para que a obra seja autorizada.

Belo Monte terá contrapartida mínima de R$ 1,5 bilhão, diz Minc
País vai finalmente construir a 3ª maior hidrelétrica do mundo
Construção de Belo Monte mobiliza população de Altamira 
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que, junto com o combate ao desmatamento na Amazônia, o licenciamento ambiental de Belo Monte era um dos grandes desafios de sua gestão. “Belo Monte tem simbolismo muito forte, é a maior obra do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], a mais polêmica, é a terceira hidrelétrica do mundo, gera polêmica há mais de 20 anos”, avaliou.
Maior empreendimento energético do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Belo Monte terá potência instalada de 11 mil megawatts, a segunda maior do Brasil, atrás apenas da Hidrelétrica de Itaipu, no Rio Paraná, que tem 14 mil megawatts.

Hoje, Minc lembrou o histórico polêmico do licenciamento da hidrelétrica, que chegou a ser suspenso pela Justiça e reconheceu que a área foi alvo de pressões do setor energético e de ambientalistas.

“Tem pressões e contra-pressões, faz parte da democracia. O Messias fica imprensado com flechas sorrateiras de todos os lados: ou para fazer de qualquer jeito que está ou para não fazer de jeito nenhum”, disse.

A pressão para autorizar as obras de Belo Monte desencadeou a saída do diretor de Licenciamento do Ibama, Sebastião Custódio Pires e do coordenador-geral de Infraestrutura de Energia do instituto, Leozildo Tabajara.

A construção da barragem, prevista desde a década de 1970, é alvo de críticas de comunidades tradicionais, lideranças indígenas e organizações ambientalistas.

A emissão da licença prévia autoriza o Ministério de Minas e Energia a marcar a data do leilão da usina, que será realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a dizer que estava “mendigando” a licença para a área ambiental.

A Empresa de Pesquisas Energética (EPE) estima o custo do empreendimento em pelo menos R$ 16 bilhões. O governo deverá ter participação em todos os consórcios que participem do leilão. Até agora, três das maiores empreiteiras do país demonstraram interesse em construir Belo Monte: Camargo Corrêa, Odebrecht e Andrade Gutierrez.

A licença prévia é a primeira das três licenças que fazem parte do processo de licenciamento ambiental. Se cumpridas as condicionantes, a próxima etapa é a licença de operação, que autoriza o início das obras. A última, a de operação, autoriza o funcionamento do empreendimento.

*com informações da Agência Estado e Agência Brasil

quinta-feira, janeiro 07, 2010

RESENHA DO LIVRO HORA FINAL DE MARTIN REES

Achei interessante colocar aqui esta pequena resenha porque o autor é citado na postagem deste blog de título "Leonardo Boff - Sempre um papo".

"Em Hora final, Martin Rees apresenta uma perspectiva alarmante de nosso destino. Segundo ele, a chance que temos de sobreviver ao século XXI não passa de 50%.
O risco vem dos próprios avanços científicos e tecnológicos que vemos como indispensáveis ao nosso desenvolvimento: a nanotecnologia, a engenharia genética e a tecnologia de comunicação, por exemplo. Por meio do quadro assustador que apresenta aos leitores, Rees pretende mostrar aos cientistas e à sociedade a imensa responsabilidade que recai sobre todos nós para que se evite que o erro, o terror ou o desastre ambiental ameacem nosso futuro.
"Um dos livros mais provocadores e desconcertantes que li nos últimos anos [...]. Que um cientista renomado como Rees chame a atenção para essas terríveis ansiedades é sinal de que alguma coisa não vai bem." - J.G. Ballard, Daily Mail
"Rees escreve com clareza e ritmo. Impossível deixar de acompanhá-lo em seus prognósticos sombrios." - The Observer"
Também achei interessante buscar algumas informações sobre o autor, já que ele não é, por assim dizer, mais um autor ou qualquer autor dentro do tema:

Leonardo Boff - Sempre Um Papo






terça-feira, dezembro 01, 2009

TERRA RARA

Eu ainda estou pensando no lixo espacial. Confesso que fiquei impressionada, e lembrei daquele documentário maravilhoso da BBC - Terra o poder do planeta, onde é citada esta hipótese, encontrei este excelente artigo (TERRA RARA). Se por um lado habitamos um planeta extraordinário em termos de complexidade de vidas e evidentemente uma extraordinária natureza, por outro lado parece que nós (seus habitantes) estamos alheios a isto tudo, será que valeria a pena encontrarmos outros planetas com as mesmas condições de vida que o nosso e com seres iguais a nós? Mais parecemos um vírus sem controle no planeta, onde tudo que tocamos destruímos ou sujamos, como se não fossemos parte desta natureza.
Terra rara sem dúvida, mas o que dizer de nós os seres humanos, pelo menos no atual estágio?
Ainda hoje ouvia em um vídeo uma moça fazendo uma analogia do aspecto mental da humanidade com a etapa da adolescência onde temos que lidar com questões controvertidas relativas ao nosso corpo, grupos sociais, etc. Mas até quando iremos ficar na adolescência? Como nada é obra do acaso, provavelmente há uma boa razão para que não se tenha conseguido, até o momento, encontrar vida semelhante a nossa. Vocês já imaginaram duas ou mais humanidades adolescentes juntas?

Contudo, leiam a matéria que é muito boa!

terça-feira, novembro 24, 2009

Ressonância Schumann


Este texto já deu voltas pela internet e até existe quem o rechace completamente. Um conhecido meu, disse que o fato de acharmos que o tempo está passando rápido demais é porque estamos envelhecendo (risos), dizia ele: "minha avó sente e pensa assim, mas é porque ela já é velha".

terça-feira, outubro 27, 2009

Bom Dia mostra a devastação da Floresta Amazônica vista de perto

Matéria do dia 26/10/2009 - Jornal Bom Dia Brasil - Rede Globo




Os madeireiros não encontram dificuldades para transportar as toras retiradas da floresta. Não há fiscalização.A floresta em chamas. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Pará lidera o número de queimadas na Amazônia. Já são quase nove mil focos registrados este ano. Em muitos casos, fazendeiros e assentados ateiam fogo na mata para aumentar as áreas de pasto e de plantio. Quando amanhece, as nuvens são de poeira.
Neste pedaço da Amazônia, os madeireiros não encontram dificuldades para transportar as toras retiradas da floresta. Não há fiscalização alguma.
Quando passam pelos postos do governo do Pará, os caminhões não são parados. Muitos não têm nem placas. Um motorista disse que tinha documentação da carga, mas o fiscal não apareceu: “Quem vai fiscalizar? Não tem ninguém aí. Vou embora”.
Quem denuncia o desmatamento costuma ser ameaçado de morte. É o que acontece em um conjunto de fazendas conhecidas como "chumbo grosso". É uma área de conflito, invadida por famílias que esperam pela reforma agrária.
Madeireiros e fazendeiros tentam expulsar os agricultores para ficar com as terras e a mata. Um lavrador se recusou a sair e quase foi morto por pistoleiros: “Quando chegaram, chegaram atirando e eu me escondi. Eles falavam que iam me matar, onde achasse, ia arrancar a minha cabeça”.
Segundo a associação de moradores, pelo menos 230 famílias vivem na área e o clima de tensão é permanente. Durante a noite, parte da madeira é retirada ilegalmente da fazenda. Os caminhões utilizam uma estrada rural para levar as toras até as serrarias.
Voltamos no dia seguinte. O transporte de madeira continuava. Era tanta pressa para retirar as toras que um caminhão capotou. Os ladrões de madeira agem tranquilamente também nos rios da região. Em Paragominas, no nordeste do Pará, chegaram a abrir portos clandestinos para descarregar as toras trazidas de outros municípios. Depois, tudo é transportado em carretas até as madeireiras da região.
A promotora Ana Maria Magalhães de Carvalho quer responsabilizar os secretários de meio ambiente e de segurança pública do Pará por este e outros casos de crimes contra o meio ambiente em áreas invadidas: “A omissão é muito grande, digo assim que eles não levam a sério o problema ambiental, não levam a sério”.
Os secretários não se manifestaram. Já o Ibama diz que as operações têm contribuído para a redução no desmatamento, mas o tamanho do estado dificulta a fiscalização. “Não conseguimos atuar em todos os locais ao mesmo tempo”.
Segundo o Inpe, o Pará lidera o desmatamento na Amazônia. Entre 2001 e 2008, foram destruídos 46 mil quilômetros quadrados de florestas, uma área maior que o estado do Rio de Janeiro.


quarta-feira, outubro 21, 2009

JOSÉ LUTZENBERGER

Memória do Meio Ambiente série que fala da vida e luta de grandes
ambientalistas brasileiros.

O Legado Lutzenberger




Excêntrico. Profundamente lúcido. Idealista. Gênio. José Lutzenberger morreu em 14 de maio de 2002, mas suas idéias continuam vivas. Este documentário mostra depoimentos inéditos do ambientalista Lutzenberger. Num conturbado momento ambiental, O LEGADO LUTZENBERGER é mais um sinal de alerta para os graves problemas mundias, na área do meio-ambiente. Com gravações em Porto Alegre (RS), Viamão (RS), Torres (RS), Garopaba (RS) e Brasília (DF), o documentário tem depoimentos de amigos, colaboradores e suas filhas que continuam o trabalho do pai através da Fundação Gaia. A direção é de Frank Coe, que durante anos acompanhou Lutzenberger, que assina o roteiro junto com Rafael Guimaraens. Narração João Diemer e trilha sonora de Yanto Laitano.



sexta-feira, outubro 02, 2009

A TERRA - NOSSO LAR

A Terra está prestes a pegar uma febre mórbida que pode durar até 100.000 anos
Cada nação deve encontrar a melhor utilização dos seus recursos para sustentar a civilização o máximo que puderem, argumenta James Lovelock. Publicado no The Independent, 16 de Janeiro de 2006.
Imagine uma jovem policial encantado no cumprimento da sua vocação, então imagine-a tendo de dizer a uma família cujo filho estava desaparecido que ele havia sido encontrado morto, assassinado, num bosque nas proximidades. Ou pense num jovem médico que tem de lhe dizer que a biópsia revelou um tumor agressivo em metástase. Médicos e policiais sabem que muitos aceitam a verdade simples e horrenda com dignidade, mas muitos tentam em vão negá-lo.

A TEORIA DE GAIA

Teoria de Gaia: o planeta Terra é um ser vivo.
Teoria de Gaia, também conhecida como Hipótese de Gaia, é uma tese que afirma que o planeta Terra é um ser vivo. De acordo com esta teoria, nosso planeta possui a capacidade de auto-sustentação, ou seja é capaz de gerar, manter e alterar suas condições ambientais. 
A Teoria de Gaia foi criada pelo cientista e ambientalista inglês James Ephraim Lovelock, no ano de 1969. Contou com os estudos da bióloga norte-americana Lynn Margulis. O nome da teoria é uma homenagem a deusa Gaia, divindade que representava a Terra na mitologia grega.


sábado, agosto 15, 2009

O PONTO DE DEUS NO CÉREBRO - LEONARDO BOFF

Uma frente avançada das ciências hoje é constituída pelo estudo do cérebro e de suas múltiplas inteligências. Alcançaram-se resultados relevantes, também para a religião e a espiritualidade. Enfatizam-se três tipos de inteligência. A primeira é a inteligência intelectual, o famoso QI (Quociente de inteligência) ao qual se deu tanta importância em todo o século XX. É a inteligência analítica pela qual elaboramos conceitos e fazemos ciência. Com ela organizamos o mundo e solucionamos problemas objetivos.

A segunda é inteligência emocional popularizada especialmente pelo psicólogo e neurocientista de Harvard, David Goleman, com seu conhecido livro A Inteligência emocional (QE=Quociente emocional). Empiricamente mostrou o que era convicção de toda uma tradição de pensadores, desde Platão, passando por Santo Agostinho e culminando em Freud: a estrutura de base do ser humano não é razão (logos) mas é emoção (pathos). Somos, primariamente, seres de paixão, empatia e compaixão e só em seguida, de razão. Quando combinamos QI com QE conseguimos nos mobilizar a nós e a outros.

A terceira é a inteligência espiritual. A prova empírica de sua existência deriva de pesquisas muito recentes, dos últimos dez anos, feitas por neurólogos, neuropsicólogos, neurolinguistas e técnicos em magnetoencefalografia (que estudam os campos magnéticos e elétricos do cérebro). Segundo esses cientistas existe em nós, cientificamente verificável, um outro tipo de inteligência pela qual não só captamos fatos, idéias e emoções, mas percebemos os contextos maiores de nossa vida, totalidades significativas e nos faz sentir inseridos no Todo. Ela nos torna sensíveis a valores, a questões ligadas a Deus e à transcendência. É chamada de inteligência espiritual (QEs= Quociente espiritual), porque é próprio da espiritualidade captar totalidades e se orientar por visões transcendentais.

Sua base empírica reside na biologia dos neurônios. Verificou-se cientificamente que a exeperiência unificadora se origina de oscilações neurais a 40 herz, especialmente localizada nos lobos temporais. Desencadeia-se, então, uma experiência de exaltação e de intensa alegria como se estivéssemos diante de uma Presença viva. Ou inversamente, sempre que se abordam temas religiosos, Deus ou valores que concernem o sentido profundo das coisas, não superficialmente mas num envolvimento sincero, produz-se igual excitação de 40 herz.

Por esta razão, neurobiólogos como Persinger, Ramachandran e a física quântica Danah Zohar batizaram essa região dos lobos temporais de "o ponto Deus".

Se assim é, podemos dizer em termos do processo evolucionário: o universo evoluiu, em bilhões de anos, até produzir no cérebro, o instrumento que capacita o ser humano perceber a Presença de Deus que sempre estava lá embora não percebível conscientemente. A existência deste "ponto Deus" representa uma vantagem evolutiva de nossa espécie homo. Ela constitui uma referência de sentido para nossa vida. A espiritualidade pertence ao humano e não é monopólio das religiões. Antes, as religiões são uma das expressões desse "ponto Deus".