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segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Ibama libera licença para Belo Monte com 40 condições


Como cidadã brasileira, acredito que assim como eu, outros tantos brasileiros, em pleno exercício da democracia também gostariam de verem respondidas as questões que afligem os povos indígenas, nossos irmãos mais velhos, a quem devemos todo nosso respeito e consideração, tão brasileiros como todos nós, fizeram através de uma carta (leia a carta) que partiu da Aldeia Piaraçu em 01 de novembro de 2009, dirigida ao Sr. Presidente da República Luis Inácio Lula da Silva, com cópia aos Ilustríssimos Senhores: 
Ministro das Minas e Energia, Edson Lobão
Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc
Ministro da Justiça, Tarso Genro
Presidente da Fundação Nacional do Índio, Marcio Augusto Meira
Presidente do Ibama, Roberto Messias
Procurador da República do Ministério Público Federal, Rodrigo T. da Costa e Silva
É muito triste ver a dor e o clamor de um povo que está na iminência de perderem seu Espaço Sagrado junto a natureza. Eles percebem em seu íntimo que não haverá um futuro, pois que já estão de luto pela morte anunciada da sua Terra, da sua Cultura, do seu Povo! 
Mais uma vez a história se repete, não aprendemos quase nada com nossos erros do passado. Vamos pelos mesmos caminhos, usando como açoite a indiferença o descaso e alterando a rotina, a cultura, meios de sobrevivência, sem que ninguém lhes diga como será o futuro, o futuro de suas crianças que igualmente é o futuro das nossas crianças brasileiras.
Estes povos até então nunca pediram nada a não ser o direito de usufruir da Mãe Terra da forma como Deus lhes entregou.
Os fenômenos climáticos que abatem o Brasil de Norte a Sul se intensificarão e todos sabemos que já de saída na construção de uma hidrelétrica os impactos ambientais são de extrema importância. No entanto, nas atuais circunstâncias climáticas, não somente os povos indígenas, a população ribeirinha, o meio ambiente da região e seu eco sistema sofrerão, mas o país e o planeta também como um todo!
No meu entendimento o Aquecimento Global é um fenômeno climático irreversível, deveríamos estar atentos às medidas e pesquisas que nós dessem condições de adaptação aos novos desafios de sobrevivência e até quem sabe esta adaptação aponte para um modo de vida tão simples quanto a de nossos irmãos indígenas. Ao contrário disto, em nome do "desenvolvimento", vamos mexer mais uma vez na "mãe terra" e certamente pagaremos todos nós um preço muito alto por tudo isto.

Não havia, nem há demônios interferindo neste projeto, há sim a força de uma  sabedoria que por uma lógica muito superior "conspira com todo o Universo".   
"Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor"(Goethe)
Quem sabe tantos impedimentos, tantas polêmicas nos está dando ainda a  oportunidade de buscarmos o entendimento e alternativas mais respeitosas e humanitárias ao longo deste caminho (20 anos de polêmica). 
Não deveríamos perder esta grande oportunidade de fazermos aqui dentro do Brasil o grande papel que o Brasil tem feito em auxílio humanitário a outros povos e que nos dá tanto orgulho de sermos Brasileiros!
É uma questão de sentar e conversar, reverenciar o Deus que habita dentro de cada um de nós e fazermos o melhor para o bem de todos!
O futuro nos responderá certamente e que Deus nos ajude!
(Vera M.R.Boff)


Clique aqui para ver o infográfico


Fonte: 01/02 - 17:26 - iG São Paulo

Conforme antecipou o iG, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) anunciou nesta segunda-feira a liberação da licença ambiental prévia para o projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. No documento, o órgão ambiental lista 40 condicionantes que terão que ser atendidas pelos futuros empreendedores para que a obra seja autorizada.

Belo Monte terá contrapartida mínima de R$ 1,5 bilhão, diz Minc
País vai finalmente construir a 3ª maior hidrelétrica do mundo
Construção de Belo Monte mobiliza população de Altamira 
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que, junto com o combate ao desmatamento na Amazônia, o licenciamento ambiental de Belo Monte era um dos grandes desafios de sua gestão. “Belo Monte tem simbolismo muito forte, é a maior obra do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], a mais polêmica, é a terceira hidrelétrica do mundo, gera polêmica há mais de 20 anos”, avaliou.
Maior empreendimento energético do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Belo Monte terá potência instalada de 11 mil megawatts, a segunda maior do Brasil, atrás apenas da Hidrelétrica de Itaipu, no Rio Paraná, que tem 14 mil megawatts.

Hoje, Minc lembrou o histórico polêmico do licenciamento da hidrelétrica, que chegou a ser suspenso pela Justiça e reconheceu que a área foi alvo de pressões do setor energético e de ambientalistas.

“Tem pressões e contra-pressões, faz parte da democracia. O Messias fica imprensado com flechas sorrateiras de todos os lados: ou para fazer de qualquer jeito que está ou para não fazer de jeito nenhum”, disse.

A pressão para autorizar as obras de Belo Monte desencadeou a saída do diretor de Licenciamento do Ibama, Sebastião Custódio Pires e do coordenador-geral de Infraestrutura de Energia do instituto, Leozildo Tabajara.

A construção da barragem, prevista desde a década de 1970, é alvo de críticas de comunidades tradicionais, lideranças indígenas e organizações ambientalistas.

A emissão da licença prévia autoriza o Ministério de Minas e Energia a marcar a data do leilão da usina, que será realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a dizer que estava “mendigando” a licença para a área ambiental.

A Empresa de Pesquisas Energética (EPE) estima o custo do empreendimento em pelo menos R$ 16 bilhões. O governo deverá ter participação em todos os consórcios que participem do leilão. Até agora, três das maiores empreiteiras do país demonstraram interesse em construir Belo Monte: Camargo Corrêa, Odebrecht e Andrade Gutierrez.

A licença prévia é a primeira das três licenças que fazem parte do processo de licenciamento ambiental. Se cumpridas as condicionantes, a próxima etapa é a licença de operação, que autoriza o início das obras. A última, a de operação, autoriza o funcionamento do empreendimento.

*com informações da Agência Estado e Agência Brasil

sábado, dezembro 19, 2009

Projeto de lei proíbe Ibama de fiscalizar desmatamento

Proposta já foi aprovada na Câmara e segue para o Senado.
'Floresta vai para o chão' se lei vigorar, diz chefe dos fiscais.
Iberê Thenório
Do Globo Amazônia, em São Paulo
Enquanto ambientalistas das ONGs e do governo estavam todos na Dinamarca na Conferência do Clima, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que pode impedir que o Ibama continue fiscalizando o desmatamento.

Pela nova regra – que ainda precisa passar pelo Senado –, apenas as secretarias estaduais de meio ambiente teriam poder para multar atividades ligadas ao desmatamento, como a fabricação de carvão e as serrarias. O Ibama só teria poder de fiscalização nas atividades que licencia, como grandes hidrelétricas e estradas.


Para o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo, o projeto de lei deixa o órgão ambiental federal de “mãos atadas”, especialmente na Amazônia. “Teríamos uma explosão do desmatamento incalculável, inimaginável”, afirma ele, que coordena a fiscalização ambiental em todo o país.

Segundo Evaristo, as secretarias estaduais não estão preparadas para absorver toda a demanda pela repressão ao desmatamento ilegal. “As secretarias de meio ambiente dos estados estão com capacidade licenciadora, mas zero de capacidade fiscalizadora. É o Ibama que faz o monitoramento, é o Ibama que fiscaliza.”
Desmatamento

A redução do desmatamento é uma das principais apostas brasileiras para diminuir a emissão de gases causadores de efeito-estufa, representando mais de 60% da nacional. A menor derrubada da mata também é condição necessária para que o Brasil continue a receber recursos no Fundo Amazônia.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Discursos dos Presidentes Lula e Obama - COP15

Brasil pode contribuir para fundo climático internacional, diz Lula
Presidente se disse 'frustrado' com negociações climáticas.Conferência de Copenhague está em seu último dia.
Do G1, em São Paulo

(Parabéns Sr. Presidente Lula)



Mundo precisa de acordo sobre clima, mesmo que imperfeito, diz Obama

'O tempo de falar acabou', disse Obama, em discurso após Lula na COP 15.
Acordo terá credibilidade se houver como medir redução de emissões, diz.
Dennis Barbosa
Do G1, em Copenhague



E agora... Que Deus nos ajude!

domingo, dezembro 13, 2009

Sobre a elevação do nível do mar

Qualquer pessoa que more ou tenha passado férias um pouco mais prolongadas no litoral brasileiro sabe bem os efeitos das marés principalmente se existir construções próximas da linha d´àgua.
Eu passei quase todas as férias de infância no litoral, sei bem o que é a força das marés e por curiosidade fui pesquisar sobre esse fenômeno e deparei-me com esta matéria.
Com base neste artigo, não restam dúvidas que o mar está elevando seu nível.
O restante que podemos concluir deixo a você leitor.

sábado, dezembro 12, 2009

Ilha de Tuvalu faz apelo emocionado por acordo climático - 10/12/09



'O destino do meu país está nas mãos de vocês', disse representante.
Minúscula nação, de 11.600 habitantes, pode ser inundada pelo mar.

A ilha de Tuvalu, no Oceano Pacífico, roubou neste sábado (12) todas as atenções na sessão plenária da cúpula sobre a mudança climática, que acontece em Copenhague (Dinamarca), ao pedir aos 192 países participantes que tomem medidas urgentes para frear o aquecimento global e evitar o desaparecimento do país.

Então, qual a nossa atual circunstância?



"Alguma coisa pode ser considerada como uma preciosidade em função das circunstâncias ou do momento no qual ela está inserida.

Para um ourives, uma pedra preciosa, bem formada, sem impurezas e de lapidação perfeita é de uma preciosidade inigualável para seus fins e propósitos.
Entretanto, para um enfermo num leito de hospital, um litro de sangue tem um valor e importância inestimáveis.
E o que dizer da água para um caminhante sedento no deserto?
Por outro lado, qual seria o valor de um litro de sangue para um ourives, de um copo de água para um enfermo e de uma jóia para um sedento caminhante no deserto?
Os Sutras de Patanjali são mais do que uma preciosidade. Eles são um legado à humanidade que se perpetua no tempo, pois contêm uma  sabedoria única e imprescindível à verdadeira transformação e realização do ser humano, com relação a sua natureza superior. Sem este saber a existência humana se reduz à sobrevivência e realização mundana."



quinta-feira, dezembro 10, 2009

Sede de conferência é palco para ativistas em Copenhague


Eric Brücher Camara
Enviado especial da BBC Brasil a Copenhague

O Bella Center, onde acontecem as negociações sobre mudanças climáticas das Nações Unidas, em Copenhague, também é palco de diversas manifestações diárias de ativistas ambientais.

Nesta quarta-feira, a Rede Ambiental Indígena, protestou contra a exploração de petróleo nas areias da bacia do rio Athabasca, no estado de Alberta, no Canadá.

De acordo com a organização, a água utilizada na exploração do petróleo contido nas areias do Athabasca é feita utilizando muita água: para cada barril de petróleo, são necessários entre dois e 4,5 barris d’água.

Nos cálculos da organização, a indústria deve generar cerca de 8 bilhões de rejeito de areia, além de 1 bilhão de metros cúbicos de esgoto.

E a produção deve aumentar dos atuais 2,7 milhões diários para 6 milhões diários até 2030, segundo os ativistas.

Para chamar a atenção para a situação dos indígenas que vivem na região e reclamam da poluição provocada pela indústria, os ambientalistas convidaram um representante das populações locais para vir a Copenhague.

Os indígenas afirmam que os rios estão ficando tão poluídos que ninguém mais pode beber água ou pescar neles.

Aprenda a vigiar a floresta usando o mapa do Globo Amazônia


Veja como você pode protestar contra queimadas e desmatamentos.
Assista a vídeos e leia notícias dentro do mapa.
Do Globo Amazônia, em São Paulo
Uma área de floresta igual a duas vezes o tamanho do Distrito Federal foi destruída na Amazônia em 12 meses. Para quem está em casa, longe da mata, pode parecer difícil fazer algo para frear o desmatamento. O Globo Amazônia prova, contudo, que com a participação dos internautas começa a surgir um grande movimento contra a devastação da maior floresta tropical do mundo. 
Acompanhe, nas imagens abaixo, como você pode ver onde estão os principais pontos de destruição da Amazônia, e como protestar contra tudo isso usando o mapa interativo do Globo Amazônia.

Para utilizar o mapa, é necessário ter o uma conta no Orkut. 
Caso você ainda não tenha, entre em www.orkut.com e cadastre-se.

Entre na página inicial do portal Globo Amazônia (www.globoamazonia.com.br) e clique em “Participe”.

Você entrará na tela de instalação do mapa no Orkut. 
Clique em 'Adicionar Aplicativo'.

A próxima tela já é o mapa do Globo Amazônia. Nele você pode ver as queimadas em temporeal e os dados mensais de desmatamento.
Para protestar, dê zoom no mapa até que o sinal '+' desapareça dos ícones.

Clique em um ícone de queimada ou desmatamento e depois em 'eu protesto'.

Para acompanhar suas manifestações e saber se seus amigos também estão engajados na defesa da Amazônia, clique na aba 'protestos'.

Se você estiver entre os 15 internautas que mais protestam no mês, um link para o seu perfil aparecerá na página inicial do portal Globo Amazônia.

Também é possível ver notícias e vídeos dentro do mapa. Basta clicar sobre os ícones azuis ou cinza.

Assista aos vídeos dentro do mapa e clique no link para ver detalhes da notícia no Globo Amazônia.



Vazamento de esboço aumenta desconfiança entre países

Diante da separação entre ricos e pobres...
só me resta dizer:
QUE VERGONHA!!!

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Mudanças climáticas afetam o mapa do planeta

Cientistas usam supercomputador para calcular impactos do aquecimento.
Simulação aponta mudanças no planeta com 3°C a mais.
Do G1, com informações do Jornal Nacional
Na reportagem especial desta quarta-feira (9) sobre as mudanças climáticas, o Jornal Nacional conta a história de uma ilha que pode sumir do mapa e os efeitos do aquecimento global na vida marinha

Lutzenberger, pioneiro do ambientalismo brasileiro


Tenho procurado postar aqui textos sobre essa figura maravilhosa *José Lutzenberger que muita falta nos faz nestes tempos de COP15. Fico aqui imaginando como seria ele lá em Copenhagen com toda sua simplicidade e sabedoria. Teríamos ao menos alguém com uma fala e visão despojada de qualquer tendenciosidade política, pois me parece que sua vida foi devotada à verdade dos fatos e com uma ética que raramente encontramos.
Abaixo segue um texto ótimo de Jairo Brasil Vieira, Mestrando em Educação pela Unisinos (jairobras@pop.com.br). 
Só para dar um gostinho ao leitor, vejam que maravilha a situação descrita abaixo, depois leia o texto na íntegra, que vale a pena.
“Um dia estávamos Collor e eu no gabinete do primeiro-ministro da Áustria. Naquela época era o Branitski. Aí, o Collor, naquele inglês todo enrolado dele, fez aquele discurso comum dos terceiro-mundistas: “Nós somos um país pobre. Estamos precisando da ajuda de vocês, países ricos”. Aí eu fiquei (sic) puto da vida, deixei eles falarem. Mas como ele sempre me dava a palavra depois, só olhei para trás para ver quem estava ali. Sempre tem uns caras do Itamarati junto. Tinham só dois deles que sabiam inglês, mas não sabiam alemão. Aí eu falei em alemão, e disse para o primeiro-ministro: “Olha, nós brasileiros temos um país incrivelmente rico. Vocês têm um território de 83 mil km2. O nosso território é de 8,5 milhões de km2, isto é, mais de 100 vezes maior que o de vocês. O território de vocês, (sic) metade é montanha gelada. Dá pra fazer ski e ganhar um pouco com o turismo. Aqueles lindos vales verdes de vocês são lindos, frutíferos, mas têm oito meses de vegetação por ano. A maior parte do Brasil, com exceção daqueles desertozinhos lá do Nordeste, têm doze meses de vegetação por ano. Nós temos um clima maravilhoso. Temos tudo quanto é recurso”. E o Collor só perguntando, não estava entendendo nada. E no fim eu disse: “Mas nós somos um país muito pobre. Incrivelmente pobre. Não se imagina como nós somos pobres em político decente”. Aí na saída, Collor me perguntou: “Lutz, por que o homem riu tanto?” Aí eu expliquei para ele o que tinha dito. O Collor deu uma risada amarela, e três semanas depois me mandou embora.”

COP15 - PÃO E CIRCO

Como todos sabem, desde segunda-feira teve início a COP15, o evento mais importante do século XXI, pois esta civilização que aqui está, talvez não ultrapasse este século. E claro, é o mais importante dos eventos porque estarão decidindo o nosso futuro. 
Nosso? Sim, o nosso futuro, o meu o seu, dos seus filhos e descendentes, ou seja, o futuro da humanidade. Eu diria para ser mais exata, o futuro da nossa civilização. Observem que há uma sutil diferença entre as palavras "humanidade" e "civilização".

terça-feira, dezembro 08, 2009

Esboço de acordo climático revolta países em desenvolvimento, diz jornal


Reportagem do ‘Guardian’ denuncia texto que tiraria poder da ONU.
Nações ricas teriam limite maior de emissões per capita que as pobres.
Do G1, em São Paulo

Reportagem publicada nesta terça-feira (8) no site do jornal britânico ‘The Guardian’ afirma que o vazamento de um “esboço dinamarquês” para um acordo que poderia ser celebrado na Convenção do Clima das Nações Unidas enfureceu representantes das nações em desenvolvimento. O título da matéria é alarmante: “Conferência do Clima de Copenhague em confusão após vazamento de ‘texto dinamarquês’”.

Maior emissora de CO2, Amazônia não tem controle sobre gases poluidores



Para especialistas, controle é essencial para execução de políticas.
Governo anunciou meta de reduzir até 38,9% da emissão de gases.
Mariana Oliveira e Marília Juste
Do G1, em São Paulo
Os estados da Amazônia não têm informações precisas sobre a emissão de gases de efeito estufa, de acordo com informações fornecidas ao G1 pelos governos estaduais. Segundo estimativa do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a região emite cerca de 60% do dióxido de carbono (CO2) gerado no país.

Manifestações ao redor do mundo pedem acordo em Copenhague


Indianos, ingleses, canadenses e italianos foram às ruas.
No Canadá, manifestantes escalaram o telhado do Parlamento.
Do G1, em São Paulo
Manifestantes ao redor do mundo se mobilizaram nesta segunda-feira (7), primeiro dia da Conferência do Clima das Nações Unidas em Copenhague, capital da Dinamarca, para lembrar a importância do evento. O objetivo do encontro é evitar as mudanças climáticas resultantes do aquecimento global

Na Índia, os protestos incluíram fantasias de animais típicos do país. Na última semana, o governo indiano anunciou o corte de 20% a 25% na emissão de gases do efeito estufa até 2020.


Indianos se fantasiaram para lembrar ao mundo a importância de frear as mudanças climáticas. Na última semana, o governo da Índia anunciou cortes  nas emissões de gás-estufa em 20% a 25% até 2020. (Deshakalyan CHOWDHURY)




Na Índia, homem vestido de elefante para o trânsito chamando a atenção para os efeitos das mudanças climáticas. (Deshakalyan CHOWDHURY)


No Canadá, ativistas da organização Greenpeace subiram no telhado do Parlamento e abrirem dois grandes cartazes denunciando a falta de ação do país diante da mudança climática.

A Polícia disse que apresentou acusações contra 19 ativistas do Greenpeace que participaram do protesto, que coincide com a abertura da conferência das Nações Unidas sobre a mudança climática na capital dinamarquesa, Copenhague.


Manifestantes do Greenpeace subiram no telhado do Parlamento candense e abriram uma faixa com os dizeres "Harper/Ignatieff. A falta de ação custa vidas", em referência ao primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, e ao líder do principal grupo da oposição, o Partido Liberal, Michael Ignatieff. (AP Photo/The Canadian Press, Fred Chartrand)


Em Veneza, na Itália, crianças participaram das manifestações contra os efeitos das mudanças climáticas. Na última semana, a cidade turística registrou enchentes que atingiram 1,3 metro de altura acima do normal. A  água tomou ruas e bares da cidade.


Crianças posam embaixo de faixa da organização ambientalista Legambiente, na Piazza San Marco (AFP PHOTO / ANDREA PATTARO).


Para chamar a atenção da opinião pública, manifestantes se reuniram na Trafalgar Square, em Londres. Ingleses esperam por um posicionamento do primeiro-ministro Gordon Brown.


Policial inglesa conversa com manifestantes em Londres. (Foto: AFP PHOTO/Carl Court)



Desmatamento da Amazônia é 'dragão adormecido', diz pesquisador




Reaquecimento da economia deve aumentar pressão sobre a floresta, diz.
Daniel Nepstad apresentou na COP 15 plano para erradicar a devastação.
Dennis Barbosa
Do Globo Amazônia, em Copenhague
O desmatamento da Amazônia, que este ano teve uma baixa histórica, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), deve crescer novamente quando os preços das commodities voltarem a subir, afirma Daniel Nepstad, pesquisador do Woods Hole Research Center, nos EUA. “É um dragão adormecido”, diz.

SEM FLORESTAS NÃO HÁ CLIMA


DINHEIRO NÃO SE COME!

Seminário sobre a obra de José Lutzenberger Gaia, o planeta vivo


Resenha elaborada por 
José Roberto Goldim
Características Fundamentais
"Só uma visão sistêmica, unitária e sinfônica poderá nos aproximar de uma compreensão do que é nosso maravilhoso planeta vivo."(p.93, texto original de 1986)
Reverência pela Vida
"Só o cego intelectual, o imediatista, não se maravilha diante desta multiesplendorosa sinfonia, não se dá conta de que toda agressão a ela é uma agressão a nós mesmos, pois dela somos apenas parte.

segunda-feira, dezembro 07, 2009

I speak earth legendado

Vídeo da campanha de mobilização de internautas em redes sociais em torno das questões climáticas que serão discutidas no COP15 - Conferência Mundial sobre o Clima das Nações Unidas -  A atriz Cate Blanchett chama a atenção para as mudanças devastadoras pelas quais o planeta pode passar caso o COP 15 não traga resoluções práticas para o mundo. Toda a rede Porter Novelli aderiu à campanha.

http://planetcall.org/aboutplanetcall

Conferência de Copenhague começa em clima de esperança por acordo global


Delegações dos 193 países terão apenas 6 dias de reuniões técnicas.
Ministros terão 2 dias para negociar até a chegada dos líderes nacionais.
Dennis Barbosa
Do G1, em Copenhague

O tempo de declarações formais acabou"
A Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP 15) começou na manhã desta segunda-feira (7) em clima de esperança - pelo menos da parte dos organizadores - em relação a um acordo global de redução das emissões de gases causadores do efeito estufa. O evento foi aberto oficialmente pelo presidente da COP 14, o polonês Maciej Nowicki.



Primeiro-ministro dinamarquês Lokke Rasmussen discursa na abertura da COP 15 (Foto: AFP/ATTILA KISBENEDEK)


Na cerimônia de abertura, o secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança Climática, Yvo de Boer, destacou que o “tempo de declarações formais acabou”. “Chegou o momento de darmos as mão”, prossseguiu o representante da ONU.

Ele lembrou aos participantes que lotavam o plenário principal do Bella Center, espaço de convenções onde acontece a conferência, que as delegações dos 193 países terão apenas seis dias de reuniões técnicas para entregar resultados aos seus ministros (no caso da delegação do Brasil, quem está à frente é a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff).



Instalação 'The Pulse of the Earth', perto do centro de convenções onde ocorre a Convenção sobre Mudanças Climáticas, busca chamar a atenção para as consequências do aquecimento global (Foto: Reuters/Pawel Kopczynski)


Os ministros, então, terão dois dias para negociar até a chegada dos líderes nacionais que, se as esperanças se confirmarem, podem fechar um acordo climático global até 18 de dezembro.
 A prefeita de Copenhague, Ritt Bjerregaard, e o primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Rasmussen, reforçaram na abertura a esperança de que as negociações avancem neste encontro. Bjerregaard disse que a cidade precisa se tornar “Hopenhagen”, trocadilho com a palavra “esperança” em inglês (hope) que tem sido usada em campanhas em favor de um consenso climático. As autoridades dinamarquesas esperam que seu país fique marcado como o que selou o acordo que vai substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

A presidente da COP 15 e ex-ministra do Clima da Dinamarca, Connie Hedegaard, destacou os compromissos de controle das emissões assumidos pelas nações em desenvolvimento, incluindo o Brasil, e também apelou aos presentes por um acordo.

O presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, sigla em inglês), Rajendra Pachauri, se juntou a De Boer e aos governantes dinamarqueses ao pedir um acordo em Copenhague.

Ele aproveitou para criticar o vazamento de e-mails trocados por cientistas da Universidade de East Anglia, na Grã-Bretanha, e de outras instituições, que levaram a acusações de que dados produzidos por pesquisadores do clima não seriam confiáveis. Pachauri argumentou que um novo acordo de redução de emissões incomoda de tal maneira que provoca até o cometimento de “ilegalidades”. Ele destacou ainda que as pesquisas produzidas pelo painel não são resultado de trabalho individual,e sim de milhares de cientistas que pesquisam e checam suas conclusões entre si.