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domingo, janeiro 31, 2010

Fotos sobre "Belo Monte "

As fotos abaixo são de Dida Sampaio/Agência Estado
Vista aérea de Altamira (PA), proximo a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu

Uma pequena embarcação navega pela águas do local previsto para construção da usina


A usina hidrelétrica de Belo Monte faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


Obra envolve a construção de um desvio no curso do Rio Xingu e pode custar até R$ 30 bilhões.

Aldeia dos indios Araras, localidade que deve sofrer com a baixa do rio após a construção da usina

Pequeno macaco prego que foi adotado por uma porca queixada na aldeia dos índios da etnia Arara

Iracema deve sofrer consequências após construção da usina hidrelétrica de Belo Monte

Biguatinga pesca no Rio Xingu, no Pará

Pequeno índio da tribo Araras carrega jabota nos ombros


Índios da etnia Arara exibem peixes que foram pescados no Xingu, onde será construída a usina


Garimpo de ouro da grota seca, na ilha da ressaca, perto de onde será construída Belo Monte

Índio da etnia Arara da aldeia dos maias, que fica à beira do Rio Xingu

sábado, janeiro 30, 2010

Como funcionam as usinas hidrelétricas





Impactos ambientais na construção de hidrelétricas

Os impactos ambientais das usinas hidrelétricas é motivo de polêmica nas discussões atuais sobre desenvolvimento sustentável. Como praticamente qualquer atividade econômica, as hidrelétricas causam impactos negativos ao ambiente. A grande questão dos cientistas é saber qual a real dimensão do impacto e como eles podem ser amenizados, já que, dentro das fontes energéticas atuais, as hidrelétricas são consideradas fontes de energia renovável, ao contrário das fontes energéticas à base de combustíveis fósseis, por exemplo.
Os primeiros impactos ambientais acontecem durante a construção das hidrelétricas. Como já foi visto, para que a usina funcione é necessário um reservatório. Sua construção acaba afetando consideravelmente a fauna e flora local. De uma hora para outra, a floresta vira lago. Essa mudança, se não for bem orientada, pode acabar com a flora local. Além do corte das árvores, muitas espécies acabam submersas e, conseqüentemente, morrem, criando uma espécie de limbo. Essa flora, em alguns casos,  chega a atrapalhar o próprio funcionamento das turbinas no primeiro momento, obrigando a limpezas sistemáticas das mesmas.

Como funciona a energia eólica

História da energia eólica
Já há quatro milênios as pessoas usavam a energia eólica na forma de barcos à vela no Egito. As velas capturavam a energia no vento para empurrar um barco ao longo da água. Os primeiros moinhos de vento, usados para moer grãos, surgiram entre 2 mil a.C., na antiga Babilônia, e 200 a.C. na antiga Pérsia, dependendo de para quem se pergunta. Estes primeiros dispositivos consistiam em uma ou mais vigas de madeira montadas verticalmente, e em cuja base havia uma pedra de rebolo fixada ao eixo rotativo que girava com o vento. O conceito de se usar a energia do vento para moer grãos se espalhou rapidamente ao longo do Oriente Médio e foi largamente utilizado antes que o primeiro moinho de vento aparecesse na Europa. No início do século XI d.C., os cruzados europeus levaram o conceito para casa e surgiu o moinho de vento do tipo holandês com o qual estamos familiarizados.

Índios e agricultores temem construção de hidrelétrica no Pará

Se construída, Belo Monte deve inundar 1.241 propriedades rurais. 
Ibama deve conceder licença prévia para a obra em fevereiro.
Do Globo Amazônia, com informações do Globo Rural (28/01/10
A Usina de Belo Monte, no Pará, se construída, será a terceira maior hidrelétrica do mundo e a segunda maior do Brasil, atrás apenas de Itaipu.
Ela ainda aguarda licença prévia ambiental do Ibama para sair do papel, mas já vem gerando polêmica há três décadas.


A usina terá dois reservatórios no Rio Xingu: a barragem principal ficará próxima de Altamira, de onde deverão sair canais que serão construídos para abastecer um segundo reservatório rio abaixo, numa área que pertence ao município de Vitória do Xingu. 
Os estudos de impacto ambiental mostram que os dois reservatórios de Belo Monte devem provocar inundação total ou parcial de pelo menos 1.241 propriedades rurais, onde vivem quase 3 mil agricultores. O levantamento também indica que em 78% desses imóveis são desenvolvidas atividades ligadas à agricultura familiar e à pecuária bovina.
As famílias atingidas terão que ser reassentadas em outras áreas e devem receber indenização pelas benfeitorias. O agricultor João Pereira se enquadra nesse caso. Toda semana, ele leva para a feira de Altamira as frutas e legumes que produz na roça. Agora, tem receio de perder tudo o que construiu em 25 anos de trabalho. 
“Nós vivemos desses produtos. Se formos ser tirados para outro lado, não sei para onde vamos e não sei como vamos sobreviver. É para isso que queremos uma solução”, diz. 
A construção de Belo Monte poderá custar até R$ 30 bilhões. Em dez anos, deve gerar de 18 a 20 mil empregos diretos. Ainda assim, o projeto desperta polêmica há quase três décadas. Além dos agricultores, as críticas vêm de comerciantes e representantes dos movimentos sociais.
“Eu não queria que esse governo entrasse na história como um governo que arrasou a área do Xingu, que arrasou com esses povos e não colocou alternativas para que esses povos possam sobreviver”, falou dom Erwin Krautler, presidente do Conselho Indigenista Missionário. 
  
Índios
As comunidades indígenas também se mostram resistentes ao projeto. Um grupo de caciques foi a Brasília contestar a construção da hidrelétrica. “Isso já custou 20 anos da nossa história de trabalho e de sofrimento. Nós não estamos mais dispostos a fazer mais essa brincadeira de gato e rato do governo federal. Ou ele respeita nossos povos indígenas ou os povos indígenas, que já declararam guerra contra Belo Monte e é isso que vai acontecer no futuro se o povo insistir em implantar Belo Monte na nossa região”, avisou Luís Xipaia, cacique e presidente do Conselho Indígena de Altamira.

Desenvolvimento
Do outro lado estão os políticos e empresários que defendem a usina como uma grande oportunidade de desenvolvimento para a região. “Serão alagados 516 km² dessa área que já é a própria calha do Rio Xingu. Mas mesmo assim vai se perder alguma área de floresta e algumas fazendas serão alagadas. Eu acho que essa perda não é tão significativa diante do tamanho do município de Altamira, que é de 159 mil km², onde 96% ainda é de área preservada”, defende Vilmar Soares, coordenador do Fórum de Desenvolvimento da Região da Transamazônica.

Por enquanto, não há previsão para o inicio das obras. O Ibama ainda está examinando os documentos para a concessão da licença prévia. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirma que essa primeira licença vai exigir algumas condições dos construtores.

“A nossa mão vai ser pesada. Os condicionantes ambientais e sociais são de mais de R$ 1 bilhão em saneamento, habitação, escola técnica, adoção de parques, adoção de reservas indígenas. O projeto é importante para o país, mas vai beneficiar muito a população da região, que terá um nível de vida, de saúde e educacional muito melhores do que antes. Mais de R$ 1 bilhão serão cravados na licença como obrigações do empreendedor”, diz Minc. O ministro informa ainda que o Ibama deve conceder a licença prévia para o início da obra no mês de fevereiro.

Satélite que enxerga através das nuvens é nova arma contra o desmatamento

Brasil passou a usar as imagens de equipamento japonês. 
Do Globo Amazônia, com informações do Jornal Nacional (26/01/10)
Até então, cobertura de nuvens atrapalhava monitoramento da Amazônia.
Para monitorar o desmatamento da Amazônia, o Brasil começou a usar as imagens de um satélite japonês que permite enxergar através das nuvens. Até então a cobertura de nuvens sempre foi um problema, já que a região da maior floresta tropical do mundo comumente está nublada. Na época de chuvas, certas áreas ficavam sem poder ser monitoradas durante mais da metade do ano.


O satélite japonês Alos, que fica a cerca de 700 km de altitude, emite sinais de micro-ondas que são refletidas no solo e voltam para o espaço. O sinal captado pelo aparelho é então enviado para uma base nos arredores de Tóquio, onde as informações são processadas em supercomputadores. 
Oito agentes de fiscalização brasileiros estão no Japão recebendo treinamento para usar as imagens do Alos. Novas áreas de desmatamento que surgiram no final do ano passado já foram detectadas e enviadas para o Brasil. As imagens japonesas, além de indicarem os pontos de devastação e a melhor maneira de a fiscalização chegar até eles, servirão como prova contra desmatadores ilegais nos tribunais.

domingo, janeiro 24, 2010

Sexto Sentido - Pattie Maes

Pattie Maes, é pesquisadora do MediaLabs do MIT, (Massachussets Institute of Technology, para quem não sabe esse é um dos maiores, se não o maior dos, Institutos de pesquisa científica do mundo) e apresenta o "Sexto Sentido", um dispositivo tecnológico que pode vir a mudar nossa vida no futuro.
As imagens que serão mostradas podem parecer estranhas no começo mas insista e começará a entender a nova invenção que está sendo apresentada. Então, ao ver as suas aplicações diárias, comece a deixar o espanto tomar conta de você.
Se houver dificuldade com o inglês, basta escolher legendas em Portuguese (Brazil) ou outra de sua preferência, logo abaixo da tela de vídeo em Wiew Subtitles.
Prepare-se para ver o futuro......

sexta-feira, dezembro 11, 2009

A mediocridade da normose tecnológica e industrial


Não importa o quanto às pessoas estejam insatisfeitas com as suas vidas, elas continuam a fazer exatamente o que eles sempre fizeram. Elas nunca param para pensar como poderiam por um fim em seus problemas. Ao invés disso, elas apenas reclamam, culpam seus maridos ou esposas, seus patrões, o governo ou a atualidade....A maioria das pessoas vive em sua personalidade exterior comum e ignorante que não se abre facilmente ao Divino; mas há um ser interior dentro delas, do qual elas não sabem, que pode se abrir facilmente à Verdade e à Luz. No entanto há uma parede que as separa dele, uma parede de obscuridade e não-consciência. Quando ela desmorona, então há uma libertação." Sri Aurobindo - La Sintesi dello Yoga - Vol. II
Existe no normótico uma resistência de ordem espiritual, que é uma recusa de crescer, de frutificar, de se transformar, uma recusa constante de se entregar a uma Vontade Superior, a qual faz com que se conforme com sua condição humana e se recuse a experiênciar Deus em si mesmo.

Por não vivenciar essa experiência de unicidade interior, não consegue superar a identificação ilusória de separatividade. Vê-se como um ser separado de si mesmo, dos outros seres humanos e do próprio Universo. Esse tipo de posicionamento normótico diante da sua própria existência leva-o a mediocridade...

"A mediocridade processa idéias como um triturador, misturando tudo numa massa uniforme, eliminando nuances, detalhes, sabores, cores, transformando tudo numa coisa só, na maioria das vezes, cinza. E sempre com o respaldo de um líder, de uma tese, de uma idéia". Luciano Pires - Brasileiros Pocotó

Essa mediocridade faz com que o normótico permita a existência de um sistema tecnológico industrial imediatista e inconseqüente, isento de uma genuína responsabilidade social. Podemos encontrar respaldo para esta afirmação neste texto de Sogyal Rinpoche:

"A sociedade moderna é em larga escala um deserto espiritual em que a maioria imagina que esta vida é tudo o que existe. Sem qualquer fé autêntica numa vida futura, a maioria das pessoas vive toda a sua existência destituída de um sentido supremo... crendo basicamente que esta vida é única, as pessoas do mundo moderno não desenvolveram uma visão a longo prazo. Assim, nada as refreia de saquear o planeta em que vivem para atingir suas metas imediatas, e agem com um egoísmo que pode tornar-se fatal no futuro". Sogyal Rinpoche - O livro Tibetano do Viver e do Morrer - Pág. 25

Ainda no mesmo livro, encontramos um texto de José Antonio Lutzenberger, que demonstra que a total insensatez da normose industrial:

..."a sociedade industrial é uma religião fanática. Estamos derrubando, envenenando e destruindo todos os sistemas vivos do planeta. Estamos assumindo dívidas que nossos filhos não poderão pagar... Agimos como se fôssemos a última geração do planeta. Sem uma mudança radical no coração, na mente, na visão, a Terra se extinguirá como Vênus, calcinada e morta".

terça-feira, dezembro 01, 2009

LIXO ESPACIAL E OUTROS LIXOS


Com relação ainda a questão do lixo espacial, não me contive e fui buscar mais informações. Seria cômico se não fosse trágico, ver aquela quantidade de lixo em órbita do planeta. Se tivessemoss vizinhos, eles diriam, mas que porcaria é essa? Nós humanos somos conhecidos no sistema solar, como "os porquinhos do espaço". Até lembrei-me de uma vizinha. Todos os dias ela varria cuidadosamente seu pátio e cuidadosamente jogava o lixo no nosso quintal, sob a alegação que as folhas que ela juntava não eram das árvores dela (risos). Aliás as árvores dela eram proibidas de terem folhas. Ela praticava uma poda que deixava a pobre da árvore ou arbusto somente com galhos e quando começavam a brotar ela arrancava suas folhas. E claro, as folhas que ela encontrava no gramado, eram juntamente com outros detritos, despejados em nosso quintal. Vou brincar um pouco mais com o tema. Já pensaram o motivo pelo qual os extra-terrenos ainda não fizeram sua aparição no planeta? Deve ser por causa do lixo, eis a resposta! Garanto que se aparecessem uns Et´s interessados na sucata, certamente alguns países iriam gostar da idéia da venda desta sucata em troca de quem sabe, novas tecnologias? Já dizia Millôr Fernandes, "como são admiráveis as pessoas que não conhecemos".
E se a exemplo das coisas malucas que os seres humanos são capazes, lembrando no que ocorreu aqui no Rio Grande do Sul, onde um navio nos trouxe de presente um carregamento de 40 containeres com 900 toneladas de lixo doméstico. Não lembram? Olhem a reportagem e vejam que coisa mais "meiga".

Imaginem o dia que algum maluco resolver colocar o lixo doméstico, por falta de espaço, em órbita da terra!
A parte trágica da coisa é que esse lixo espacial um dia vai cair na nossa cabeça!
A que ponto o ser humano chegou!

LIXO ESPACIAL

Quando falamos em meio ambiente, logo vem a idéia do ambiente terrestre tradicional, o qual acabou sendo dividido em meio ambiente: físico, natural, cultural e do trabalho.

Fotos mostram lixo espacial na órbita da Terra; veja



Esta matéria foi publicada pela BBCBrasil.com em 15 de abril de 2008.
Sinceramente fiquei espantada com a poluição! O que mais podemos poluir?
Leiam a matéria completa é de assustar.

A Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês) divulgou nesta terça-feira imagens do lixo espacial em órbita em volta da Terra.
Segundo a agência, entre o primeiro lançamento, em 1957, e janeiro de 2008, cerca de 6 mil satélites já foram enviados para a órbita terrestre. Destes, apenas 800 estariam ativos e 45% estariam localizados a uma distância de até 32 mil quilômetros da superfície terrestre.

Além dos satélites desativados, as fotos de satélite mostram resíduos espaciais como fragmentos de aeronaves espaciais que se quebraram, explodiram ou foram abandonados. De acordo com a ESA, aproximadamente 50% dos objetos que podem ser rastreados são derivados de explosões ou colisões na órbita terrestre.
O lançamento do Sputnik – o primeiro satélite artificial, lançado em 1957 pelos soviéticos, marcou o início da utilização do espaço para a ciência e a atividade comercial.

Durante a Guerra Fria, o espaço se tornou o principal terreno de competição entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética – uma disputa que atingiu seu ápice com a corrida para conquistar a Lua, na década de 60.

Por ocasião das Olimpíadas de Tóquio, em 1964 foi lançado o primeiro satélite de televisão para a órbita terrestre, com o objetivo de transmitir os Jogos Olímpicos.

Mais tarde, os lançamentos russos diminuíram e outros países inauguraram seus programas espaciais.

Uma estimativa da ESA indica que o número de objetos na órbita terrestre cresceu de maneira estável desde o primeiro lançamento. Segundo os dados, cerca de 200 novos objetos são lançados todos os anos.

Em 2001, os pesquisadores americanos Donald Kessler e Philip Anz-Meador, que estudam o lixo espacial, afirmaram há uma possibilidade de que, em vinte anos, já não seja mais possível realizar operações em órbitas mais próximas da Terra.

Chances de vida inteligente fora da Terra são baixas, diz estudo

As chances de vida inteligente se desenvolver em planetas semelhantes à Terra são extremamente baixas, segundo os cálculos de um cientista britânico divulgados na revista especializada Astrobiology
(Pode haver muitos planetas como a Terra, mas poucos com vida inteligente)

quinta-feira, outubro 22, 2009

Nasa lançará satélite para mapear emissões de CO2

A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, lançará um satélite que pode mapear em detalhe a localização de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera da Terra.


Novo satélite da Nasa será lançado em fevereiro de 2009

O Observatório Orbital de Carbono (OCO, na sigla em inglês) apontará locais-chave na superfície do planeta onde o CO2 está sendo emitido e absorvido.

O CO2 emitido a partir de atividades humanas é tido como o responsável pelas mudanças climáticas, mas fatos importantes a respeito de sua movimentação pela atmosfera ainda não são totalmente compreendidos.

Para a Nasa, o novo satélite poderá ajudar na compreensão de alguns destes mistérios.

"Esta é a primeira aeronave da Nasa especificamente dedicada a mapear o dióxido de carbono. O objetivo da missão OCO é conseguir medidas tão precisas que poderão ser usadas para procurar 'fontes' e 'bacias' de CO2 na superfície", disse o principal pesquisador do projeto David Crisp, que trabalha no laboratório de propulsão a jato da Nasa.

Crisp afirmou que o lançamento do OCO, em um foguete Taurus XL a partir da Base da Força Aérea de Vandenberg, Califórnia, está agendado para 23 de fevereiro de 2009.

A missão da Nasa foi apresentada na reunião de outono do Sindicato Americano de Geofísica.

Acima da superfície

A Nasa já tem um aparelho para detectar CO2 em seu satélite Aqcua, mas ele apenas examina gases de efeito estufa a cinco ou dez quilômetros acima da superfície terrestre.

O novo satélite vai detalhar a concentração de dióxido de carbono perto da superfície onde seu efeito de aquecimento é mais sentido.

Os mapas globais de concentração de CO2 feitos pelo OCO vão ajudar a equipe de pesquisadores a descobrir onde o gás está entrando na atmosfera e onde está sendo absorvido por plantas terrestres e pelos oceanos.

"Sabemos de onde a maior parte das emissões de combustíveis fósseis está vindo; também sabemos onde coisas como fabricação de cimento estão produzindo grandes quantidades de emissões de CO2", disse Crisp.

"Mas existem outras coisas como queima de biomassa (floresta) e derrubada; e não temos uma boa medida da quantidade do CO2 liberada por estes processos."

"Se você retirar os combustíveis fósseis, que compreendemos com sendo a fonte de 10% do CO2, e observarmos o resto do dióxido de carbono que é introduzido na atmosfera pelas nossas atividades, é 100% incerto", acrescentou.

Mais mistérios

As "bacias" de CO2, locais onde o gás é absorvido, também apresentam mistérios.

A Terra estaria absorvendo cerca de 50% do dióxido de carbono que é produzido pelos humanos, a maioria vai para os oceanos. Mas, segundo cientistas, a descrição de outros locais de absorção ainda é pobre.

"Existe um punhado de 'frascos' atmosféricos de coleta (de CO2) pelo planeta e quando aplicamos os modelos para dados, eles mostram que existe uma bacia de carbono nas latitudes centrais e do norte", afirmou o cientista britânico de observação da Terra Shaun Quegan, da Universidade de Sheffield.

"Mas ainda é motivo de debate se fica na América do Norte, na Sibéria ou em outro lugar."

OCO pesa apenas pouco menos de 500 quilos

Como os cientistas ainda não têm uma noção exata de onde o CO2 está sendo absorvido, os pesquisadores têm uma compreensão limitada de como estas bacias de CO2 vão evoluir com a mudança climática.

"Vamos dizer que descobriremos que as florestas boreais no Canadá e Sibéria são as bacias primárias de CO2, devido ao seu crescimento rápido durante os meses de verão, quando o Sol aparece", afirmou Crisp.

"Estes ambientes estão mudando de forma dramática agora. Eles vão continuar absorvendo CO2 à medida que o tempo passa? Não sabemos o tamanho do impacto deles atualmente. Por isso o OCO é tão importante", acrescentou.

Luz

O satélite da Nasa leva um único instrumento, o espectrômetro, que separa as várias cores da luz do Sol refletida na superfície da Terra e analisa o espectro para determinar o quanto de dióxido de carbono e oxigênio molecular existe na amostra.

O OCO vai produzir mapas mensais do dióxido de carbono em regiões de 1,6 mil quilômetros quadrados da superfície da Terra com uma precisão de frações de 1%.

Além do novo satélite da Nasa, também será lançado em 2009 um satélite japonês conhecido como Satélite de Observação de gases de Efeito Estufa (GOSAT, na sigla em inglês).

A Europa também está considerando o lançamento de dois satélites de observação de carbono, o A-SCOPE (Observação Espacial e de Carbono Avançada do Planeta Terra) e uma missão chamada BIOMASS, que poderia ser lançada em 2016.

sábado, janeiro 17, 2009

TV Cultura estreia canal de programação ao vivo na internet

TV Cultura lançou nesta quinta-feira (15) o seu canal de programação ao vivo na internet, chamado IPTVCultura. Além de programas de arquivo da emissora, o site vai receber atrações exclusivas para a rede. Ao todo, serão 12 horas diárias de programação ao vivo, com cobertura de eventos, making of de programas e vídeos do acervo da emissora. Atrações gravadas como "Ao Ponto", de Jairo Bauer, e "Roda Viva", apresentada por Lillian Witte Fibe, serão antecipadas na rede. Nos primeiros dias, o canal terá conteúdo focado em tecnologia, em razão da realização da segunda eda Campus Party Brasil, na próxima semana. Serão exibidas entrevistas com organizadores do evento e outras pinçadas do arquivo do "Roda Viva" com personalidades como Jimmy Wales, co-fundador da enciclopédia colaborativa Wikipédia, e Steven Johnson, um dos mais influentes pensadores do ciberespaço. Site: http://www.campusparty.com.br/

quarta-feira, dezembro 31, 2008

População de cidade inglesa diz que Wi-Fi causa males aos chacras

Moradores da histórica cidade de Glastonbury, na Inglaterra, estão promovendo uma campanha contra a instalação de um sistema de internet sem fio na região. A alegação é que a rede Wi-Fi está afetando os chacras (pontos energéticos do corpo) da população e causando doenças.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Nasa lançará satélite para mapear emissões de CO2


A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, lançará um satélite que pode mapear em detalhe a localização de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera da Terra.

Novo satélite da Nasa será lançado em fevereiro de 2009

O Observatório Orbital de Carbono (OCO, na sigla em inglês) apontará locais-chave na superfície do planeta onde o CO2 está sendo emitido e absorvido. O CO2 emitido a partir de atividades humanas é tido como o responsável pelas mudanças climáticas, mas fatos importantes a respeito de sua movimentação pela atmosfera ainda não são totalmente compreendidos. Para a Nasa, o novo satélite poderá ajudar na compreensão de alguns destes mistérios. "Esta é a primeira aeronave da Nasa especificamente dedicada a mapear o dióxido de carbono. O objetivo da missão OCO é conseguir medidas tão precisas que poderão ser usadas para procurar 'fontes' e 'bacias' de CO2 na superfície", disse o principal pesquisador do projeto David Crisp, que trabalha no laboratório de propulsão a jato da Nasa. Crisp afirmou que o lançamento do OCO, em um foguete Taurus XL a partir da Base da Força Aérea de Vandenberg, Califórnia, está agendado para 23 de fevereiro de 2009. A missão da Nasa foi apresentada na reunião de outono do Sindicato Americano de Geofísica. Acima da superfície A Nasa já tem um aparelho para detectar CO2 em seu satélite Aqcua, mas ele apenas examina gases de efeito estufa a cinco ou dez quilômetros acima da superfície terrestre. O novo satélite vai detalhar a concentração de dióxido de carbono perto da superfície onde seu efeito de aquecimento é mais sentido. Os mapas globais de concentração de CO2 feitos pelo OCO vão ajudar a equipe de pesquisadores a descobrir onde o gás está entrando na atmosfera e onde está sendo absorvido por plantas terrestres e pelos oceanos. "Sabemos de onde a maior parte das emissões de combustíveis fósseis está vindo; também sabemos onde coisas como fabricação de cimento estão produzindo grandes quantidades de emissões de CO2", disse Crisp. "Mas existem outras coisas como queima de biomassa (floresta) e derrubada; e não temos uma boa medida da quantidade do CO2 liberada por estes processos." "Se você retirar os combustíveis fósseis, que compreendemos com sendo a fonte de 10% do CO2, e observarmos o resto do dióxido de carbono que é introduzido na atmosfera pelas nossas atividades, é 100% incerto", acrescentou. Mais mistérios As "bacias" de CO2, locais onde o gás é absorvido, também apresentam mistérios. A Terra estaria absorvendo cerca de 50% do dióxido de carbono que é produzido pelos humanos, a maioria vai para os oceanos. Mas, segundo cientistas, a descrição de outros locais de absorção ainda é pobre. "Existe um punhado de 'frascos' atmosféricos de coleta (de CO2) pelo planeta e quando aplicamos os modelos para dados, eles mostram que existe uma bacia de carbono nas latitudes centrais e do norte", afirmou o cientista britânico de observação da Terra Shaun Quegan, da Universidade de Sheffield. "Mas ainda é motivo de debate se fica na América do Norte, na Sibéria ou em outro lugar." 
OCO pesa apenas pouco menos de 500 quilos Como os cientistas ainda não têm uma noção exata de onde o CO2 está sendo absorvido, os pesquisadores têm uma compreensão limitada de como estas bacias de CO2 vão evoluir com a mudança climática. "Vamos dizer que descobriremos que as florestas boreais no Canadá e Sibéria são as bacias primárias de CO2, devido ao seu crescimento rápido durante os meses de verão, quando o Sol aparece", afirmou Crisp. "Estes ambientes estão mudando de forma dramática agora. Eles vão continuar absorvendo CO2 à medida que o tempo passa? Não sabemos o tamanho do impacto deles atualmente. Por isso o OCO é tão importante", acrescentou. Luz O satélite da Nasa leva um único instrumento, o espectrômetro, que separa as várias cores da luz do Sol refletida na superfície da Terra e analisa o espectro para determinar o quanto de dióxido de carbono e oxigênio molecular existe na amostra. O OCO vai produzir mapas mensais do dióxido de carbono em regiões de 1,6 mil quilômetros quadrados da superfície da Terra com uma precisão de frações de 1%. Além do novo satélite da Nasa, também será lançado em 2009 um satélite japonês conhecido como Satélite de Observação de gases de Efeito Estufa (GOSAT, na sigla em inglês). A Europa também está considerando o lançamento de dois satélites de observação de carbono, o A-SCOPE (Observação Espacial e de Carbono Avançada do Planeta Terra) e uma missão chamada BIOMASS, que poderia ser lançada em 2016.