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segunda-feira, junho 25, 2012
APONTAMENTOS SOBRE AUTOCONHECIMENTO - KRISHNAMURTI
domingo, junho 24, 2012
O PENSAMENTO METAFÍSICO-INICIÁTICO DE Krishnamurti
Eu chorei, mas não desejo que os demais chorem; mas se o fizerem, agora sei oque isso significa. (...) É preciso que se libertem, não por minha causa, mas apesar de mim. Toda esta vida e, especialmente nos últimos meses, tenho lutado para ser livre – livre de meus amigos, dos meus livros, de minhas associações.Vocês devem lutar pela mesma liberdade. Deve haver uma constante inquietação interior. Segurem um espelho constantemente à sua frente. Se houver algo indigno do ideal que criaram para si mesmos, mudem-no. Não façam de mim uma autoridade. Se eu me tornar uma necessidade para vocês, o que farão quando eu partir? Alguns de vocês acreditam que eu possa lhes dar uma bebida que os tornará livres, que posso lhes dar uma fórmula que os libertará – mas não é assim. Eu posso ser a porta, mas vocês devem passar por ela e encontrar a libertação que está além dela... A verdade chega como um ladrão – quando menos se espera por ela. Gostaria de poder inventar uma nova língua; como não posso, gostaria de destruir a velha fraseologia e antigos conceitos. Ninguém pode lhes dar a libertação. Terão de encontrá-la dentro de si, mas porque eu a encontrei, eu lhes mostrarei o caminho... Aquele que atingiu a libertação tornou-se um instrutor. Cada um de vocês têm o poder de entrar na chama, de se tornarem a própria chama... Porque eu estou aqui, se me tiverem em seus corações, eu lhes darei a força para alcançá-la. A libertação não se destina aos poucos, aos escolhidos, aos eleitos.
Jiddu Krishnamurt
quarta-feira, junho 20, 2012
J.Krishnamurti - Diálogo com budistas - Podemos viver sem a identificação
J.Krishnamurti - O que é o pensamento?
Krishnamurti em :"Quem sou eu?"
sábado, fevereiro 25, 2012
quarta-feira, junho 16, 2010
O respeito para com o outro - Flávio Gikovate
A maioria das pessoas se diz respeitosa e não o é na prática mais elementar da vida cotidiana, quando o seu próprio linguajar é permanentemente autoritário. Algumas outras criaturas aprenderam a se comportar de modo mais respeitoso; estas parecem que conseguem dialogar com pessoas que pensam de modo diferente, colocar ponderadamente seus argumentos e ouvir os do seu interlocutor. Mas no íntimo se tornam irritadiços (e isto às vezes transparece) e seus diálogos interiores são sempre de desprezo pelo modo de pensar do outro, visto como burro ou desonesto. Não é nada fácil admitir que alguém pense diferente de nós sem isto nos irritar profundamente e todos nós sabemos que isto funciona assim; podemos deixar vazar nossa prepotência ou agirmos de modo educado e político; mas é extremamente difícil ser verdadeiramente respeitoso.
E não deixa de ser surpreendente que uma coisa assim simples seja tão difícil de ser conseguida como uma vivência interior sincera e consistente; é por isso que não acredito nas fórmulas fáceis e rápidas para quem pretende ser livre. É natural que a questão do respeito seja comprometida com profundos processos emocionais — processos de grande importância para o equilíbrio da pessoa — pois senão seria mais fácil de se superar este obstáculo. Uma das situações onde estes aspectos podem muito bem ser observados é no seio da vida familiar e principalmente na relação amorosa homem-mulher. Quando o marido se apercebe de que a mulher não está de acordo com algum ponto de vista seu (sim, porque muitas vezes ele nem dá chance dela se manifestar) isto provoca nele uma irritação descomunal, na maioria das vezes absolutamente desproporcional à magnitude dos fatos em questão. Ele grita, envolve outros dados da vida íntima na briga, faz discursos de persuasão, diz mesmo que a mulher é burra e não entende nada (e como os homens dizem isto com facilidade!), se sente profundamente ofendidos e podem ficar vários dia de “máu”. A mulher o acusa de machista, de prepotente e desrespeitoso, o que é verdade; não diz que ele é burro — porque se não apanha — mas pensa; se sente igualmente ofendida e irritada não apenas pelo comportamento do marido — apesar de que ele muitas vezes pensa que é só por causa disto — mas porque a divergência provoca nela a mesma sensação desagradável.
A dolorosa sensação que deriva da falta de coincidência de pontos de vista é a de abandono, de desamparo, de se sentir só. E isto fica mais evidente nas ligações amorosas justamente porque elas existem como um importante atenuador desta que é uma das peculiaridades da condição humana; afinal, as pessoas se ligam sentimentalmente justamente para não viverem o estado que se chama de solidão. Quando uma opinião diverge volta a dolorosa consciência de que se é só, e isto é vivido como uma espécie de traição do outro, um abandono, uma deslealdade; da acusação ao outro deriva a raiva e a irritação em sua direção, coisa mais fácil de ser vivenciada do que o desamparo, o ser só. Todos nós temos como primeira tendência o colocar o dedo para fora, acusando o outro de nossos infortúnios, acho sempre muito importante conseguirmos virar o dedo para dentro e tratarmos de nos perguntar porque é que tal atitude de outro repercutiu tanto sobre nós, em que ponto fraco nosso nos sentimos tocados e como fazermos para nos aprimorarmos ao invés de tentarmos modificar o outro (o que, além de desrespeitoso, é sempre ineficaz).
A irritação é menor em relacionamentos menos importantes do ponto de vista afetivo, mas existe do mesmo modo. E se dá sempre da mesma forma, isto é, quando existem diferenças de opinião. Até mesmo quando estamos lendo um artigo de jornal ou um livro o processo é similar: gostamos dos autores que pensam de modo parecido como o nosso e achamos meio idiota o texto — e seu autor — que contém opiniões divergentes. Assim, nunca aprendemos nada de novo, pois só lemos os livros com os quais concordamos e cujo conteúdo de certa forma já conhecemos; ou seja, só lemos os livros que não precisamos ler. Os outros nós largamos no meio, porque são “chatos” ou idiotas...
domingo, fevereiro 07, 2010
AOS PÉS DO MESTRE - KRISHNAMURTI
Contado pelo Sr. C.W. Leadbeater a alguns íntimos em Nova Zelândia.
Talvez todos vós tenhais lido o livrinho “Aos Pés do Mestre” e, se algum dos presentes há que ainda não o leu, deve tratar de fazê-lo. Se lestes o prefácio deste livro, deveis Ter notado que consiste nas instruções dadas a Alcione, por seu Mestre K.H., o Ser que, séculos passados, esteve entre nós como Pitágoras. Eu mesmo me achava presente, quando as lições foram dadas, porque era essa uma das partes do meu trabalho, juntamente com o auxílio que devia prestar ao meu jovem amigo Alcione. Tais lições eram dadas durante o sono. Cabia-me o dever de levá-lo todas as noites ao Mestre. Devemos lembrar-nos que o corpo de Alcione contava, nessa ocasião, treze anos, apenas, de idade e qualquer coisa que se lhe tinha de transmitir devia ser tão clara e simples quanto fosse possível, a fim de que um cérebro de 13 anos a pudesse compreender. Tinha-se também de enfrentar a dificuldade de uma língua estrangeira, a inglesa, tanto mais que devia haver no texto a maior clareza possível.
Apesar dessas dificuldades, o texto contém tudo quanto é necessário à primeira Iniciação.
Cada noite, o Mestre dava, mais ou menos, 15 minutos de lição; porém, sempre no fim da lição, o Mestre resumia, numa singela frase, tudo quanto havia ensinado. De manhã, Alcione escrevia o texto.
Devo dizer-vos que a obra não contém todos os textos escritos, porém somente o resumo deles. Foi desse modo que obtivestes um conjunto de lições, segundo a linha do Boddhisattva.
Depois Alcione foi a Benares e ali instruiu algumas pessoas; escreveu-me de lá para Adyar, pedindo lhe mandasse todas as notas que havia tomado. Algumas estavam em cadernos, outras em pedaços de papel; juntei-as e fiz uma cópia a máquina. Lembrei-me, porém, que, segundo palavras do Mestre, devia levá-las a Ele antes de as enviar a Alcione. Assim o fiz. O Mestre acrescentou duas sentenças que nós havíamos omitido.
“Antes que façamos qualquer coisa para o Mundo, mostremo-la ao Instrutor do Mundo” (1), disse-me o Mestre.
(1) Entre os cristãos, Instrutor do Mundo é o Cristo Nosso Senhor e, entre os budistas, é o Sr. Maitreya (o Senhor da Bondade). São nomes diferentes para o mesmo grande Ser.
Ele mesmo o levou (o texto escrito); eu o acompanhei. O Senhor (o Instrutor do Mundo) o leu e aprovou. Foi Ele mesmo quem nos disse: “Deveis imprimir isto num pequeno e precioso livrinho – para introduzir Alcione no mundo”.
Verdade é, não havíamos pensado em tal coisa, nem desejávamos apresentar ao mundo uma criatura ainda tão jovem. Mas, no mundo do Ocultismo, devemos fazer o que se nos ordena, sem vacilação nem receio, porque os nossos superiores sabem mais do que nós o que podemos alcançar.
O Instrutor do Mundo tinha razão. Nós é que nos tínhamos enganado. Todos os inconvenientes que receávamos realmente se deram, porém a imensidade dos benefícios espalhados foi de tal ordem e magnitude que, com presteza, desapareceram os superficiais e ligeiros inconvenientes.
Milhares e milhares de pessoas nos têm dito que tão benfazejas lhes foram essas lições, que chegaram a mudar completamente a corrente inteira de suas vidas.
Este pequenino livro mostra e nos ensina com que espírito serão formuladas as lições do Mestre: O Amor será a sua chave (isto é, a sua nota fundamental).
sábado, novembro 28, 2009
Documentário de Jiddu Krishnamurti
Quando escutamos uma palestra de Krishnamurti ou lemos seus textos, é comum as pessoas falarem da dificuldade em compreendê-lo, também é comum dizerem que ele é contraditório, talvez irreverente. Mas nem sua fala, tão pouco seus textos contem qualquer sombra de contradição ou irreverência, ao contrário.sexta-feira, novembro 20, 2009
Iluminação é Perda
quinta-feira, novembro 19, 2009
O VERDADEIRO PENSAR
Há tantos problemas, principalmente NESTA HORA (momento apocalíptico) DE GRANDE CONFUSÃO, em que cada indivíduo, sociedade, grupo ou nação, busca a segurança à custa de outros, que me parece da máxima importância descobrir-se a MANEIRA DE PENSAR CORRETAMENTE, logo que surge um problema, e enfrentá-lo adequadamente.
O que importa NÃO É O QUE DEVEMOS PENSAR EM RELAÇÃO AO PROBLEMA, nem qual deva ser a nossa ATITUDE em face dele, mas COMO PENSAR a respeito do mesmo.
Estamos habituados a que NOS DIGA (informações terceirizadas, direcionadas, selecionadas do passado organizadas como filosofias, crenças e religiões) O QUE PENSAR, de que maneira devemos aplicar-nos a um problema, mas NÃO SABEMOS o que é PENSAR.
Parece-me, por isso, importantíssimo descobrir O QUE É PENSAR CORRETO, uma vez que os vários problemas que constantemente defrontamos EXIGEM (o normal, adequado, prático, comum na natureza) PENSAR CORRETO.
Há uma SOLUÇÃO CORRETA (a mente humana tem essa capacidade) PARA QUALQUER PROBLEMA, mas essa SOLUÇÃO REQUER UM PENSAR CORRETO e não um MERO DESEJO DE RESOLVER a dificuldade.
O essencial NÃO É SABER O QUE PENSAR, mas SABER PENSAR CORRETAMENTE.
Desejo examinar esta questão convosco nesta tarde.
Uma vez que SÓ PODE HAVER AÇÃO CORRETA quando HÁ PENSAR CORRETO.
Se NÃO SABEMOS pensar NÃO SABEMOS agir.
Uma vez que SÓ PODE HAVER AÇÃO CORRETA quando HÁ PENSAR CORRETO.
Se NÃO SABEMOS pensar NÃO SABEMOS agir.
Mas, QUE É PENSAR?
domingo, novembro 15, 2009
A Rede do Pensamento
Nós temos que compreender o fato de que o controlador é o controlado. O pensamento criou o pensador separado do pensamento que então diz: "Eu devo controlar". Assim, quando vocês percebem que o controlador é o controlado, vocês eliminam totalmente o conflito. O conflito só existe quando há divisão. Nossa vida está em conflito porque nós vivemos com essa divisão. Mas essa divisão é falaciosa, não é real; ela tornou-se um hábito nosso, uma cultura nossa.
Assim, quando percebemos esse fato (que o pensador é o pensamento) então todo o modelo do nosso pensamento sofre uma mudança radical e não há nenhum conflito. Essa mudança é absolutamente necessária se estamos meditando porque a meditação exige uma mente altamente compassiva e, portanto, altamente inteligente, com uma inteligência que nasce do amor, não do pensamento astucioso.
J.krishnamurti em "A Rede do Pensamento" (Editora Cultrix)
terça-feira, novembro 03, 2009
EXISTE UMA VIDA FUTURA? - (Jiddu Krishnamurti )
Interessam-se realmente por isso? Suponho que sim, pois, de outro modo, não fariam a pergunta. Mas, um momento: por que perguntam se existe uma vida futura? Só por divertimento, curiosidade, porque estão atemorizados com o presente e, portanto, pretendem saber qual será o futuro, ou simplesmente para aprender? Ora, sabem que alguns cientistas modernos, bem conhecidos, estão afirmando que existe uma vida futura.
Dizem eles que, através de médiuns, podemos descobrir que existe uma vida após a morte. Muito bem, tomemos isso como decidido, que ela existe. Que acontece se existir uma vida futura?
O amor é um sentimento?
O Amor é um sentimento? Que é sentimento? O sentimento é como o pensamento. Sentimento é sensação. Vejo uma flor e “reajo” a essa flor: gosto ou não gosto dela. O “gosto” ou o “não gosto” é ditado por meu pensamento, e o pensamento é reação do fundo de memória. Assim, digo: “Gosto daquela flor” ou “Não gosto daquela flor”; “Gosto deste sentimento” ou “Não gosto daquele sentimento”. Ora, o amor está em relação com o sentimento? Qual é vossa resposta? Vede o que minha pergunta significa. Escutai-a! sexta-feira, outubro 30, 2009
COMO ESTUDAR A DOUTRINA SECRETA
Navegando pela internet, encontrei uma página bem interessante onde o autor, Sr. Alfredo Puig Figueroa, nos dá algumas dicas de como estudar a obra "A Doutrina Secreta" da Sra. Helena Petrovna Blavatsky.
Vou colocar aqui o link para o documento em pdf que poderá ser baixado.
Sempre é bom ter algumas indicações que nos leve a uma melhor compreensão desta obra que considero fabulosa. No entanto, fora dos padrões didáticos aos quais estamos acostumados, tendo em vista, eu diria, o absurdo (magnífico) de informações e conhecimentos a serem observados e que naturalmente podem gerar outros inúmeros equívocos interpretativos.
Vocês também poderão ler, clicando abaixo, um artigo muito interessante, onde a Sra. Blavatsky faz algumas considerações a esse respeito.
"Estas notas foram primeiramente publicadas na revista Theosophy in Ireland (número de Janeiro-Março de 1932), por diligência do Capitão P. G. B.
Bowen (filho de Robert), que nessa altura era membro da Sociedade Teosófica em Dublin. Essa publicação verificou-se, exactamente, quarenta anos depois de as mesmas terem sido tomadas.
O valor das anotações de Bowen é acrescido pelo facto de conterem princípios que não se aplicam somente ao estudo d’A Doutrina Secreta mas, igualmente, a todos os estudos teosóficos. "
Bowen (filho de Robert), que nessa altura era membro da Sociedade Teosófica em Dublin. Essa publicação verificou-se, exactamente, quarenta anos depois de as mesmas terem sido tomadas.
O valor das anotações de Bowen é acrescido pelo facto de conterem princípios que não se aplicam somente ao estudo d’A Doutrina Secreta mas, igualmente, a todos os estudos teosóficos. "
Bons estudos!
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